PSL de Anápolis quer crescer na onda Bolsonaro para se tornar forte em 2020


||| O PSL local, comandado pelo empresário Edson Tavares, tem o próximo ano para tentar crescer com a nova onda e aí sim disputar com força a próxima eleição municipal

MARCOS VIEIRA

O PSL de Anápolis tem o próximo ano para tentar crescer a partir da onda surgida com a vitória do presidente Jair Bolsonaro. Impulsionada pela boa aceitação dos ideais de direita na sociedade, amplamente confirmados com os 79,71% dos votos conquistados pelo capitão no segundo turno em Anápolis, a sigla precisará se movimentar para adquirir força no cenário municipal e, assim, lançar candidato a prefeito em 2020.

Hoje o PSL é somente o 21º partido em Anápolis em número de filiados. São 249 membros. A eleição presidencial deste ano mostrou que é possível vencer mesmo sendo uma agremiação de pequeno porte, mas numa disputa local, ter um bom quadro de candidatos a vereador tem um peso importante na tentativa de angariar votos para a chapa majoritária.

Outro desafio do partido é saber selecionar esses nomes, já que o PSL certamente será a sigla mais procurada para filiações em 2019. O partido tentará manter o perfil criado a partir da filiação de Bolsonaro ou, numa hipótese mais remota, abrir as portas para puxadores de voto que pulam de sigla em sigla atrás apenas da vitória?

Hoje o PSL funciona na cidade com uma comissão provisória, vigente no TSE até 20 de dezembro próximo. O presidente da sigla é o empresário Edson Tavares (foto), que já se colocou como pré-candidato a prefeito. Ex-superintendente do Porto Seco, Tavares já foi secretário municipal na gestão Ernani de Paula e ensaiou uma candidatura a prefeito em 2016, pelo PSD, que acabou não decolando.

O PSL local tem como vice a vereadora Thaís Souza, fruto de uma guinada na política que começou no pleito municipal e se consolidou agora, com Jair Bolsonaro. Advogada e militante da causa animal, Thaís se colocou como outsider e com uma campanha que priorizou redes sociais e o trabalho boca a boca, ficou em primeiro lugar dentro do seu partido, que também elegeu Deusmar Japão.

Thaís é vice-presidente da Câmara Municipal até 31 de dezembro deste ano e conseguiu uma ascensão na vida pública nesses dois anos, justamente por manter uma comunicação profissional das ações do seu mandato. Já seu colega Japão quase não se pronuncia durante as sessões, embora tenha um trabalho marcante nos bairros.

Ainda nesse grupo municipal, o PSL conta com o advogado Dilvo Constantino, primeiro secretário, que foi candidato a deputado federal neste ano e obteve 2.496 votos. O tesoureiro geral é Josmar Moura, conhecido por já ter sido candidato a prefeito e vereador em alguns pleitos. Richelson Xavier, repórter da Rádio Imprensa, é secretário-geral da sigla.

O caminho para construção de uma competitividade passa pelo o que o diretório municipal pretende fazer no próximo ano. A movimentação nas redes sociais será decisiva e a apresentação de propostas viáveis e que tenham forte apelo para o anapolino são essenciais, mas qualquer sucesso do PSL local passa por uma gestão acima da média do presidente Bolsonaro.

O nível de contrariedade com a política foi a mola propulsora para a vitória do candidato do PSL, portanto a população vai exigir que Bolsonaro entregue as melhorias prometidas durante a campanha. E restará aos seus partidários na cidade conseguir capitalizar essas possíveis conquistas e adequar as promessas feitas por ele nacionalmente – e que seduziram o eleitor – para o cenário municipal.

Resta saber também se o foco do PSL municipal será semelhante ao utilizado por Bolsonaro, de antipetismo. Edson Tavares, o pré-candidato, não poupa vocabulário nas redes sociais para bater no partido de Antônio Gomide e Rubens Otoni, embora tenha pela frente também como adversário em 2020 o prefeito Roberto Naves (PTB), provável candidato a reeleição, que com competência conseguiu se colocar como o oposto do Partido dos Trabalhadores na cidade.

#política #psl #anápolis #eleição2020