Ativista que ajudava vítimas de João de Deus comete suicídio


||| Sabrina de Campos Bittencourt, de 38 anos de idade, vivia na Espanha porque segundo ela havia ameaças contra a sua família; ela sofria de câncer no sistema linfático

DA REDAÇÃO

A ativista social Sabrina de Campos Bittencourt, de 38 anos, que recebeu as primeiras denúncias de assédio sexual contra o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, cometeu suicídio na noite de sábado (2.fev).

A notícia foi publicada no jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo grupo Vítimas Unidas, que dá suporte para vítimas de violência sexual. Ela morreu em Barcelona, na Espanha, onde vivia.

“A luta de Sabrina jamais será esquecida e continuaremos, com a mesma garra, defendendo as minorias, principalmente as mulheres que são vítimas diárias do machismo”, diz nota assinada pela presidente da Vítimas Unidas, Maria do Carmo Santos, e pela fundadora da organização, Vana Lopes.

Maria do Carmo conta que Sabrina sofria ameaças constantemente, por isso vivia no exterior. A ativista tratava um câncer no sistema linfático e deixa três filhos.

A ativista fez parte do grupo que no ano passado deu publicidade às denúncias de abuso sexual contra João de Deus, que acabaram culminando na prisão preventiva do médium de Abadiânia em 16 de dezembro.

Em janeiro, Sabrina denunciou ao Ministério Público em São Paulo de que João de Deus estaria envolvido em um esquema de tráfico internacional de bebês e de escravização de mulheres. Foi ela também quem comunicou à imprensa, em dezembro, que uma das mulheres que acusam o médium de abuso teria cometido suicídio.

A ativista era porta-voz do Movimento Coame (Combate ao Abuso no Meio Espiritual), que lida com denúncias de violações sexuais cometidas por líderes religiosos. Além de João de Deus, ela ajudou vítimas do guru das celebridades Sri Prem Baba.

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