Fasa decide deixar gestão do Hospital de Urgências de Anápolis em 90 dias


||| Segundo nota da Secretaria de Estado da Saúde, após o governo apresentar proposta de alterações na produtividade e custeio do Huana e “negociações e entendimento mútuo, a Fasa optou pela rescisão”, em um processo que deve durar três meses

DA REDAÇÃO

Uma nota distribuída para a imprensa, informando que a Fasa deixará de administrar o Hospital Estadual de Urgências de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Huana), surpreendeu toda a cidade.

No comando da unidade desde sua inauguração, em agosto de 2005, a Fasa optou pela rescisão do contrato de gestão do Huana, mas sua saída não é imediata. O contrato que venceu na quarta-feira (20.fev) foi prorrogado por 90 dias porque, segundo a nota, é o “tempo necessário para novo chamamento público e para que a transição da administração do hospital ocorra sem danos à população atendida e aos funcionários do Huana”.

A Secretaria de Estado da Saúde informa ainda que apresentou proposta de alterações na produtividade e custeio do Huana, mas após “negociações e entendimento mútuo, a Fasa optou pela rescisão”.

“De acordo com a instituição, a deliberação é de caráter puramente técnico para ajustes das atividades fundacionais”, afirma a nota da secretaria estadual.

A Fasa é uma entidade ligada à Igreja Católica e possui no seu conselho curador nomes como o bispo da Diocese de Anápolis, dom João Wilk, e Frei Marco Aurélio da Cruz, ministro provincial da Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil. Sua história está ligada à atuação da irmã franciscana Rita Cecília.

A Fasa é a responsável também pela Santa Casa de Misericórdia de Anápolis.

Nos últimos meses o Huana tem sofrido com a demora nos repasses financeiros do governo estadual, o que tem provocado atraso no pagamento de salário de seus funcionários, que fizeram uma paralisação de alerta recentemente para denunciar a situação.

A preocupação é com a transição, se não haverá prejuízos no atendimento à população – um dia sem Huana já seria um caos para Anápolis e região. Haverá uma nova OS ou o governo estadual assumirá o hospital?

Contador publicado no site do Huana mostra que o hospital já realizou 696 mil procedimentos de urgência e emergência, 81 mil internações, 74 mil cirurgias e 249 mil exames.

A seguir, a íntegra da nota:

“A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás esclarece que, visando maior eficiência contratual, apresentou proposta de alterações na produtividade e custeio do Hospital de Estadual de Urgências de Anápolis (Huana). Após negociações e entendimento mútuo, a Fundação de Assistência Social de Anápolis (Fasa) optou pela rescisão do contrato de gestão da unidade. De acordo com a instituição, "a deliberação é de caráter puramente técnico para ajustes das atividades fundacionais". O contrato vence no dia de hoje, 20, e foi prorrogado por mais 90 dias, tempo necessário para novo chamamento público e para que a transição da administração do Hospital ocorra sem danos à população atendida e aos funcionários do Huana”.

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