Fuga volta a expor infraestrutura frágil do antigo presídio de Anápolis


||| Agentes prisionais e policiais militares são obrigados a praticamente “segurar no braço” centenas de detentos, em um espaço visivelmente frágil que não inspira segurança para a população anapolina

DA REDAÇÃO

A tentativa de fuga de presos no Centro de Inserção Social Monsenhor Ilc, na noite de quinta-feira (21.fev), frustrada parcialmente pelos policiais militares que fazem a guarda externa do local, nas guaritas, expõe mais uma vez a fragilidade da estrutura do antigo presídio situado no Recanto do Sol.

Três detentos quebraram a parede de um banheiro e correram para transpor o muro. Os policiais agiram e atingiram dois deles na perna, Jonathan José Peres e Vinícius Junior Silva. Contidos, eles foram recapturados e encaminhados para atendimento médico.

Já um terceiro preso, Jefferson Alves Castilho, conseguiu ganhar a área externa e fugir pelas ruas do bairro. Ele estava preso por furto.

O antigo presídio já foi palco de outras fugas do tipo. Por mais de uma vez, detentos escalaram o muro que faz divisa com a parte externa ou simplesmente abriram buracos na estrutura.

A superlotação é algo recorrente no local e o número de agentes prisionais é insuficiente. A Polícia Militar, então, é chamada para dar apoio e contribuir para “segurar no braço” centenas de presos, muitos de alta periculosidade, em uma cadeia com infraestrutura frágil, plantada em um bairro densamente povoado.

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