Sindepol sai em defesa de delegado que liberou envolvido em acidente na farmácia Leomed


||| Entidade diz que Cleiton Lobo tomou decisão de arbitrar fiança que liberou motorista da caminhonete conforme o que a lei prevê. O acidente matou o entregador Marlon Regis Santana e acabou gerando críticas ao delegado, principalmente nas redes sociais

DA REDAÇÃO

Em nota de desagravo, distribuída nessa terça-feira (26.fev), o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Goiás (Sindepol) saiu em defesa do delegado Cleiton Lobo, criticado nos últimos dias em Anápolis, principalmente nas redes sociais, por ter arbitrado fiança que permitiu a liberação do motorista envolvido no acidente que culminou na morte do entregador da farmácia Leomed, na Avenida Brasil Norte.

Marlon Regis Santana de Souza morreu depois de ser prensado por um carro que estava na calçada do estabelecimento comercial e que foi atingido pela caminhonete dirigida por Fernando de Medeiros Cordeiro. O acidente ocorreu no domingo (24.fev). Após ser ouvido pelo delegado plantonista Cleiton Lobo, o homem pagou fiança de R$ 2 mil e foi liberado.

“Há que se ressaltar que o delegado Cleiton Lobo não deliberou de forma arbitrária e/ou incorreta, mas sim conforme o que a lei prevê”, diz a nota do Sindepol. Na segunda-feira (25.fev), o titular da Delegacia Especializada em Investigação de Crimes de Trânsito, Manoel Vanderic, disse ter posição divergente do colega e afirmou que pedirá a prisão preventiva de Fernando.

Ainda segundo a nota do Sindepol, Cleiton Lobo no momento do acontecido não viu relação direta entre a embriaguez e a morte, pois para o delegado, mesmo com o motorista sóbrio, “dificilmente o evento morte teria deixado de acontecer”.

“Ademais, a falta de imagens anteriores ao acidente, a ausência de laudo pericial sobre a real velocidade do veículo do suspeito, bem como pelo fato de haver testemunha que narrara que tudo aconteceu por culpa de um segundo veículo, vincularam a deliberação do delegado nesse sentido”, continua o texto.

O Sindepol frisa que ao longo da investigação policial, se surgirem elementos mais robustos sobre o crime praticado – se doloso ou culposo – o delegado responsável pelas investigações pode optar por modificar a definição jurídica inicialmente dada ao fato e lembra que isso já foi feito, com a prisão preventiva solicitada pelo delegado Vanderic.

A entidade reafirma a autonomia jurídica dos delegados de polícia no sentido de capitularem os fatos criminosos que lhe são apresentados, se solidariza com a família da vítima e repudia qualquer ataque ao delegado Cleiton Lobo.

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