Prefeito Roberto promete criar distrito industrial na região norte de Anápolis


||| Anúncio foi feito por Roberto Naves na audiência de prestação de contas na Câmara Municipal. Outra novidade será a implantação de uma bolsa universitária da prefeitura

MARCOS VIEIRA

A administração do prefeito Roberto Naves (PTB) conseguiu chegar ao índice permitido pela legislação no que diz respeito a despesas com pessoal. Segundo relatório de gestão fiscal apresentado na Câmara Municipal de Anápolis, em audiência pública nessa quinta-feira (28.fev), os salários dos servidores consumiram 51,04% da receita no último quadrimestre de 2018. O limite máximo é de 54%.

O secretário municipal da Fazenda, Geraldo Lino, afirmou em sua exposição aos vereadores que baixar esse índice era um dos grandes desafios da atual gestão. “Graças ao trabalho de aumento de receita, mesmo dado o reajuste [salarial aos servidores], foi possível trazer o índice para abaixo do limite prudencial”, ressaltou.

Com isso, dos R$ 953 milhões da Receita Corrente Líquida do Município, R$ 486 milhões foram utilizados para pagamento de servidores.

Entre as novidades apresentadas pelo mandatário aos vereadores, está a criação da bolsa universitária municipal, cujo projeto de lei deve ser enviado ao Legislativo em breve.

Roberto também afirmou que criará um distrito industrial em uma área de 18 alqueires na região norte da cidade. A partir daí serão abertos 108 lotes de 5 mil metros quadrados cada um. “Para a gente não perder mais empresas para outros municípios por falta de área”, ressaltou.

Dívida Os dados apresentados na audiência mostram que o maior saldo da Dívida Fundada no último dia de 2018 é referente aos precatórios: R$ 67,7 milhões. Em seguida aparece o financiamento contraído na gestão passada para as obras de mobilidade urbana, em um total de R$ 65 milhões.

A prefeitura tem uma Dívida Fundada de R$ 197,1 milhões. Em comparação com 2017, foram pagos R$ 29,5 milhões e cancelados R$ 2,7 milhões desse montante.

Em um levantamento específico no relatório são apontadas dívidas importantes a serem pagas em quatro anos. Os precatórios chegam a R$ 115,9 milhões. Já os aportes ao Instituto de Seguridade Social dos Servidores de Anápolis (Issa) devem chegar a R$ 240 milhões. Geraldo Lino explicou que com a unificação dos fundos, uma lei aprovada pelos vereadores, esse valor tem uma previsão de queda nos próximos anos.

No 3º quadrimestre de 2018 a administração municipal aplicou 17,63% na Saúde, superando o índice constitucional mínimo de 15%. Na Educação foram aplicados no período 32,92%, sendo o mínimo de 25%.

Em sua fala, o prefeito Roberto Naves comentou sobre a aplicação de recursos na Saúde. Disse que o índice de 17,63% não corresponde com a realidade, e que foram utilizados pelo menos 22% dos recursos na área.

Segundo ele, o TCM passou a não contabilizar uma das fontes direcionadas à Saúde – a de número 100 – o que fez com que o índice ficasse abaixo do real, embora acima do que determina a lei. No Relatório de Gestão Fiscal é informado que o setor teve R$ 13,6 milhões nos últimos quatro meses do ano passado.

Sobre a obra parada da nova sede da Câmara Municipal, o prefeito explicou que um parecer da Procuradoria-Geral do Município autorizou a abertura de licitação. Com isso, o Proana está escrevendo o termo de referência que vai balizar a concorrência pública.

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