Fiança de R$ 99 mil contrasta com caso Marlon, que acusado pagou R$ 2 mil e foi liberado


||| Enquanto no acidente que houve morte a fiança foi de R$ 2 mil, uma batida de um carro em uma moto fez delegado arbitrar cem salários mínimos de fiança; em ambos os casos os condutores tinham ingerido bebida alcoólica

DA REDAÇÃO

O final de semana de Carnaval não foi diferente de outros em Anápolis: vários flagrantes de embriaguez ao volante foram registrados pela polícia. O que chamou a atenção foi um caso de acidente envolvendo motorista alcoolizado em contraste com situação ainda pior registrada na cidade dias antes.

Vamos aos fatos.

No domingo (3.mar), um jovem de 19 anos dirigindo um Voyage atingiu uma Honda Biz que seguia em sentido contrário ao seu na Avenida Pedro Ludovico. Ele fugiu sem ajudar o motociclista, que teve que ser levado ao hospital.

A polícia acabou localizando o causar do acidente e o bafômetro confirmou que ele estava bêbado. O delegado Ariel de Oliveira Martins, então, arbitrou fiança de R$ 99,8 mil (100 salários mínimos).

O motorista não tinha esse dinheiro para pagar e foi levado ao presídio. O delegado justificou o valor alto pela gravidade de se dirigir alcoolizado e pela omissão de socorro.

Esse caso acontece poucos dias após um motorista, também embriagado, ter provocado um acidente que matou o entregador Marlon Régis Santana de Souza, na porta da farmácia Leomed na Avenida Brasil Norte.

Marlon morreu depois de ser prensado por um carro que estava na calçada do estabelecimento comercial e que foi atingido pela caminhonete dirigida por Fernando de Medeiros Cordeiro. O acidente ocorreu no dia 24 de fevereiro.

Naquela situação, Fernando pagou fiança de R$ 2 mil e foi liberado pelo delegado plantonista Cleiton Lobo.

A decisão da autoridade policial gerou polêmica e, inclusive, fez o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Goiás (Sindepol) emitir nota defendendo a “autonomia jurídica dos delegados de polícia no sentido de capitularem os fatos criminosos que lhe são apresentados”.

Familiares, amigos e colegas de profissão de Marlon vão protestar e pedir justiça no próximo final de semana. O acusado Fernando de Menezes Cordeiro foi indiciado e o delegado Manoel Vanderic pediu a sua prisão.

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