Obra inacabada da Câmara: prefeito promete licitação no segundo semestre


||| Prefeito Roberto Naves avisa que Proana irá contratar empresa para refazer projetos que servirão de base para uma nova concorrência pública; será preciso avaliar se vigas oferecem segurança à estrutura

DA REDAÇÃO

A obra paralisada da nova sede da Câmara Municipal de Anápolis, encravada na esquina da Avenida Brasil com a Rua Barão do Rio Branco, não só enfeia a cidade, mas também é um enorme exemplo de como a sucessão de decisões equivocadas na gestão pública produz resultados que revoltam a população.

Na última prestação de contas da administração municipal na Câmara, o prefeito Roberto Naves (PTB) sinalizou que poderá abrir licitação no segundo semestre desse ano para contratar uma nova empresa que concluiria a construção. O petebista herdou o projeto inacabado da gestão passada, de João Gomes.

Segundo Roberto, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) autorizou o Proana a contratar uma empresa que irá refazer os projetos, que por sua vez servirão de base para um novo edital de concorrência pública.

O prefeito disse que é preciso analisar as condições da estrutura que desde o início do segundo semestre de 2016 vem sofrendo com a ação do tempo. Se houve degradação que pode comprometer a segurança do prédio, será preciso também incluir esses reparos na licitação.

Em outubro do ano passado, uma comissão formada por profissionais do Proana constatou que será preciso investir R$ 12,7 milhões para concluir a obra. Quando ela foi paralisada, no início do segundo semestre de 2016, já haviam sido consumidos R$ 7 milhões dos R$ 17 milhões previstos no projeto.

Entre as soluções apontadas pela comissão do Proana, consta o isolamento do subsolo do novo prédio, já que o local apresentou nível elevado de água.

Na audiência de 28 de fevereiro, o prefeito Roberto também falou sobre as condições de vigas que foram perfuradas, a possibilidade de elas apresentarem risco à estrutura do prédio. A comissão do Proana também tratou do assunto, afirmando que essas perfurações no concreto realmente exigem uma análise detalhada.

Paralelo a isso, existe uma ação no Ministério Público pedindo ressarcimento dos cofres públicos e indenização por dano moral coletivo. Além disso, também pede a condenação dos réus a outras sanções previstas na lei de improbidade adminis-trativa, como o pagamento de multa civil. Assim, a intenção do MP é que a condenação total chegue ao valor de R$ 4,9 milhões.

Os réus são os ex-prefeitos de Anápolis Antônio Gomide e João Gomes, além de ex-secretários municipais e dirigentes das empresas Albenge Engenharia Indústria e Comércio e Pharcons Consultoria, contratadas, respectivamente, para fazer o projeto arquitetônico e a realização das obras.

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