Delegado diz que mesmo respondendo processo em liberdade, Fernando Menezes será denunciado por homic


||| Motorista esteve envolvido em acidente na porta da farmácia Leomed, na Avenida Brasil Norte, que culminou na morte do entregador Marlon Régis Santana, de 42 anos de idade

FERNANDA MORAIS

No último sábado (9.mar), familiares e amigos do entregador Marlon Régis Santana, 42 anos, realizaram uma manifestação na porta do 1º Distrito Policial após a Justiça não acatar o pedido de prisão preventiva do empresário Fernando Menezes Cordeiro.

Marlon morreu na noite do dia 24 de fevereiro na porta da Drogaria Leomed na Avenida Brasil Norte. Ele foi arremessado após ser atingido por um carro estacionado na porta da farmácia. As câmeras de segurança mostram o momento em que Fernando Medeiros, conduzindo uma camionete em alta velocidade, perde o controle do carro, invade a calçada da Leomed e provoca o acidente que vitimou Marlon.

Fernando Menezes estava bêbado, foi preso, mas liberado em seguida pelo delegado plantonista após pagar fiança de R$ 2 mil. A família e moradores da cidade ficaram revoltados e fizeram duras críticas à decisão policial naquele momento.

Manoel Vanderic, titular da Delegacia de Investigação de Crimes no Trânsito (DICT), explicou que a Polícia Civil, está finalizando o inquérito e que, independentemente da decisão da Justiça em manter Fernando em liberdade, ele ainda será julgado pelo crime de homicídio. O homem será indiciado por embriaguez ao volante, lesão corporal dolosa e homicídio doloso.

“A defesa da família de Marlon vai recorrer da sentença que negou a prisão preventiva. O Ministério Público também havia pedido a prisão e a cassação da fiança. Talvez o órgão se manifeste também a esse respeito”, disse Vanderic.

O delegado lamentou ainda que “a cada operação que fazemos percebemos que mesmo com tanta divulgação e tragédias, as coisas continuam do mesmo jeito. Cheio de motoristas bêbados, mas muito bêbados mesmo. A sensação de impunidade é real”.

Decisão A decisão da Justiça, expedida pelo juiz Adriano Linhares, diz que Fernando Menezes não tem antecedentes criminais e possui residência fixa. Mesmo respondendo em liberdade ficou definido que ele terá que usar tornozeleira eletrônica, não se ausentar da cidade, não sair à noite e nem mudar de endereço sem autorização e sem antes ter autorização do Judiciário.

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