Prefeito chama igrejas e entidades para ajudarem a conter avanço da dengue


||| Campanha repete estratégia de outros anos: lideranças vão alertar moradores quanto à necessidade de se eliminar os focos do mosquito. Já são 2077 casos neste início de ano

MARCOS VIEIRA

O prefeito Roberto Naves (PTB) convocou líderes religiosos, representantes de entidades da sociedade civil e militares para ajudarem no combate ao mosquito Aedes aegypti, em um começo de ano que a escalada da dengue impressiona.

A reunião foi realizada no início da noite de de segunda-feira (18.mar), no miniauditório do Centro Administrativo.

A proposta é igual aos anos anteriores: fazer com que os padres nas missas e os pastores nos cultos alertem os fiéis quanto à necessidade de se eliminar os criadouros do mosquito.

O trabalho de conscientização também acontecerá em clubes de serviço como Rotary, Lions e Maçonaria. Entidades como a Acia, a CDL e a OAB Subseção Anápolis também foram convidadas. O Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, o Tiro de Guerra e a ALA 2 (antiga Base Aérea) darão apoio operacional.

“Vocês tem força perante a sociedade, são exemplos”, disse Roberto Naves. Segundo ele, o pedido de um líder religioso para o combate ao mosquito acaba tendo mais resultado que uma campanha na televisão.

O prefeito disse que o momento é de crise e que não é possível aceitar que o número de casos suba ainda mais.

De janeiro a março, já são 2077 casos de dengue registrados em Anápolis. No mesmo período no ano passado foram 958 registros. Esse crescimento de 216% vem acompanhado ainda de três mortes pela doença em investigação.

O avanço dos casos reflete na rede pública de saúde. A UPA Dr. Alair Mafra tem geralmente uma média de 10 mil atendimentos mensais. Atualmente vem recebendo 12 mil pacientes.

O custo da dengue para os cofres públicos é alto. Uma pessoa com dengue clássica representa gasto de R$ 150 por dia para o município. Em caso de internação em uma UTI, o valor global de um tratamento pode chegar a R$ 100 mil.

O mosquito Aedes aegypti também transmite a zica, que em mulheres grávidas pode fazer com que a criança tenha microcefalia, e a chikungunya.

A diretora de Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde, Érica Dias, relatou que as visitas dos agentes de endemia às residências seguem em ritmo acelerado – foram mais de 143 mil em março. Mas sem o trabalho de eliminação dos focos do mosquito, que deve ser feito por cada morador, não será possível baixar o número de casos.

“Chega de pegar lixo no quintal dos outros”, desabafou a profissional. Érica informou que o tipo 2 da dengue está em circulação em Anápolis, que é uma forma mais grave da doença.

Segundo o prefeito Roberto Naves, um ano antes do início da sua gestão, em 2016, Anápolis havia registrado 8058 casos de dengue. Com a união de esforços para combate ao mosquito, já em 2017, houve uma redução para 1226 casos. Em 2018, chegou se a 1072 casos.

A campanha “Todos em ação contra o mosquito” será lançada na sexta-feira (22.mar), às 8h30, no Teatro Municipal.

Prefeito Roberto Naves no centro administrativo (Foto: Renato Lopes/Ascom)

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