Secretária estadual diz que não há verba para construir novos colégios em Anápolis


||| Fátima Gavioli deu a informação para comitiva de anapolinos liderada por vereadores. A implantação de novas unidades e reforma de estruturas mais antigas são demandas antigas de pais e estudantes

MARCOS VIEIRA

A secretária de Educação de Goiás, Fátima Gavioli, disse que não há recursos financeiros do tesouro estadual para construção de novos colégios em Anápolis. A informação foi dada a vereadores que encabeçaram uma comitiva que esteve em Goiânia em reunião com a auxiliar do governador Ronaldo Caiado (DEM), com o objetivo de apresentar as demandas da cidade na área.

A reunião acabou sendo um dos principais temas debatidos em plenário na sessão desta quarta-feira (20.mar). A negativa de Gavioli para a criação de novos colégios acaba frustrando pais e estudantes, já que esse foi um dos principais pedidos feitos aos políticos durante a eleição de 2018.

O vereador João da Luz (PHS) reconheceu a sinceridade da secretária, disse que ela foi transparente com os anapolinos, e apontou que o caminho será ir atrás de emendas parlamentares em Brasília para que Anápolis ganhe novos colégios.

Ele tratou especialmente do Colégio Estadual Professor Salvador Santos, no bairro Calixtolândia, que funciona improvisado em uma igreja. O prédio da unidade foi desativado em outubro de 2011, por falta de condições físicas, e desde então os estudantes sofrem com o improviso.

Ex-presidente da Associação de Moradores do Calixtolândia, o vereador Valdete Fernandes (PDT) também falou sobre a frustração de não ver uma melhora para os estudantes do local.

João da Luz explicou ainda que pediu à secretária providências em relação ao Colégio Estadual General Curado, no bairro Industrial Munir Calixto, cujas salas estão abarrotadas, prejudicando o ensino dos estudantes. “São 1,2 mil alunos, com salas com mais de 40 jovens, algo inviável”, frisou.

Já o vereador Pedro Mariano (PRP) pediu paciência aos colegas e disse acreditar na gestão de Caiado, mas que por enquanto ainda é preciso resolver a crise financeira do Estado.

Segundo João da Luz, o objetivo de não era cobrar por cobrar, mas sim apontar as necessidades da cidade para que seja iniciado um diálogo na pasta relacionado à Anápolis.

O governo estadual é responsável pelo ensino fundamental 2 (6º ao 9º ano) e ensino médio (1º ao 3º ano). Há anos que Anápolis não ganha um novo colégio, fazendo com que bairros populosos, como o Parque Residencial das Flores, não tenha uma unidade para atender seus jovens.

O último avanço em termos de estrutura física na rede foi a reforma do Colégio Estadual Herta Layser, no Jardim Progresso, entregue em 2014.

Em relação ao Colégio Professor Salvador Santos, uma solenidade em abril do ano passado marcou a promessa de construção de um prédio novo para a unidade. A Prefeitura de Anápolis, inclusive, assinou um termo de cessão de uma área para a edificação.

Presente no evento, o secretário estadual da época, Marcos das Neves, disse que havia R$ 1,8 milhão para a obra e que o prédio ficaria pronto em 2019. A gestão no qual ele fazia parte foi derrotada nas urnas para Caiado e até agora nada foi feito.

Secretária Fatima com os vereadores Pastor Elias (PSDB), João da Luz (PHS) e Valdete Fernandes (PDT)

Foto: Ismael Vieira/Câmara Municipal

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