Vereador que proibir locação e venda de jogos eletrônicos violentos em Anápolis


||| Luzimar Silva propõe multa para comerciantes e, em caso de reincidência, suspensão de atividades e até a cassação do alvará de funcionamento da empresa

MARCOS VIEIRA

Alguns dias após o massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), que reacendeu o debate sobre a influência dos jogos eletrônicos violentos no comportamento dos jovens, o vereador Luzimar Silva (PMN) apresentou um projeto de lei que pode impactar diretamente esse tipo de mídia em Anápolis.

Em tramitação desde o dia 20 de março, a propositura quer proibir a comercialização e locação de jogos eletrônicos que contenham cena de violência na cidade. Para virar lei o texto precisa ser aprovado em plenário e sancionado pelo prefeito.

O projeto é relativamente curto, com apenas cinco artigos. Tratam basicamente da proibição e das penalidades em quem seguir comercializando os jogos.

A multa chega a cinco vezes o valor do produto. Para o comerciante que for pego na reincidência, haverá a suspensão de suas atividades por até 45 dias. Em caso de nova reincidência, a proposta pede a cassação do alvará de funcionamento da empresa.

Em sua justificativa, Luzimar cita entidades que afirmam que jogos eletrônicos violentos podem estimular comportamentos agressivos.

Após os assassinatos na escola em Suzano, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, fez a relação do massacre com os jogos violentos, despertando o debate na sociedade.

Há estudos que contrapõem aqueles apresentados pelo vereador Luzimar Silva no seu projeto de lei, afirmando que jogar games violentos não tem relação com a agressividade de adolescentes.

Vereador Luzimar Silva, do PMN, apresentou projeto após massacre em escola de Suzano, quando ressurgiu debate sobre a influência dos games nos jovens (Ismael Vieira/CMA)

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