Vereadores pedem atenção do governo estadual para transição de OS do Hospital de Urgências


||| Câmara Municipal de Anápolis faz alerta: redução de leitos no Huana atinge diretamente toda a rede de urgência e emergência local e de cidades próximas

MARCOS VIEIRA

Vereadores defenderam na sessão de segunda-feira (25.mar), trabalho em conjunto para alertar o governo estadual sobre a necessidade de um olhar atento para a transição da OS gestora do Hospital de Urgências Dr. Henrique Santillo (Huana), sob pena de colapso no atendimento público de Anápolis e cidades da região.

Lélio Alvarenga (PSC) foi o primeiro a falar na tribuna sobre o assunto. Segundo ele, a saída da Fundação de Assistência Social de Anápolis (Fasa) da administração do Huana representa uma mudança significativa, já que a Organização Social comanda a unidade desde sua inauguração, em agosto de 2005.

A Fasa tem contrato com o Estado até 21 de maio, mas permanecerá no Huana até que a licitação para escolha da nova OS seja efetivada. Isso implica que esse aditivo possa ser renovado por mais 90 dias.

O vereador Jean Carlos (PTB) demonstrou preocupação com a desativação de leitos do Huana, o que sobrecarregou as outras unidades do sistema, como o Hospital Municipal e, principalmente, a UPA do Jardim Esperança.

Jean lembrou que havia em Anápolis a expectativa de aumento do número de leitos no Huana, com a ampliação da unidade, mas o que se vê é a redução gradativa. Segundo ele, as deficiências no Hospital de Urgências serão sentidas não só em Anápolis, mas em toda uma região.

O Huana alega que na gestão passada, do governador José Eliton (PSDB), havia um acordo para que o hospital passasse a contar com 102 leitos. Ao se prorrogar o contrato, já no governo de Ronaldo Caiado (DEM), não houve consenso sobre essa oferta negociada anteriormente.

Com isso, foram desativados 22 leitos, sendo 16 de enfermaria e seis de UTI. O Huana passou então para sua capacidade antiga, de 62 leitos de enfermaria e 18 de UTI. Há potencial na unidade para se chegar a 149 leitos.

Com a diminuição da capacidade, houve uma consequência na fila das cirurgias eletivas. Pacientes que estavam na fila tiveram que ir para casa ou ocupar leitos do Hospital Municipal e UPA, gerando uma superlotação – não se pode esquecer que os casos de dengue, que ultrapassam a casa dos 2 mil nesse início de ano – contribuem para a piora do quadro.

O líder do prefeito na Câmara Municipal, vereador Wederson Lopes (PSC), foi quem propôs a união de forças visando resguardar a rede de emergência anapolina, que acaba recebendo pacientes de todo o Brasil.

Ele comentou que há atrasos de repasses de verba do Estado, que precisam ser regularizadas de forma rápida. Wederson também falou sobre outras ações importantes, como a repactuação entre os municípios e uma auditoria nos cartões do SUS. Com quase 400 mil habitantes, Anápolis tem hoje 800 mil cartões do SUS. Isso quer dizer que muita gente de fora é atendida aqui como se morasse na cidade, fazendo com que a prefeitura local acabe não recebendo nada por isso.

Leitos desativados após, segundo o Huana, governo estadual não renovar contrato nos termos da gestão anterior (Divulgação)

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