Leandro Ribeiro consulta Ministério Público para definir destino da obra da Câmara de Anápolis


||| “Sabemos que essa obra tem erros grotescos de engenharia, que para corrigir será necessário investir além do que foi feito quando fizeram o projeto de execução e licitação dessa obra”, disse o presidente da Câmara Municipal

MARCOS VIEIRA

Paralisada desde junho de 2016, a obra da nova sede da Câmara Municipal de Anápolis volta ao centro do debate com um pedido do presidente do Poder Legislativo, Leandro Ribeiro (PTB), para que o Ministério Público se manifeste em relação ao imbróglio que se tornou a construção.

Em outubro de 2018, uma comissão criada pelo prefeito Roberto Naves (PTB) avaliou que seriam necessários R$ 12,7 milhões e 23 meses de trabalho para que a obra fosse concluída. A gestão passada gastou R$ 7 milhões no projeto, sendo que o custo definido inicialmente na licitação era de R$ 17 milhões.

Em entrevista à Rádio Manchester AM, antes do início da sessão desta quarta-feira (3.abr), Leandro Ribeiro disse que vem reunindo elementos para que seja tomada uma decisão sobre o assunto. Por isso a consulta aos promotores de Justiça Sandra Mara Garbelini e Arthur José Jacon Matias.

“Sabemos que essa obra tem erros grotescos de engenharia, que para corrigir será necessário investir além do que foi feito quando fizeram o projeto de execução e licitação dessa obra”, disse o presidente da Câmara Municipal.

Apesar de haver um debate na cidade que o melhor caminho seria a demolição da estrutura já erguida, Leandro Ribeiro não falou em nenhum momento dessa hipótese. Mas ele reconheceu que agora, no período chuvoso, o lençol freático está aflorado e a água no prédio está nos joelhos.

“Hoje não se cabe mais falar se essa obra está feita no local adequado ou impróprio para o Poder Legislativo, mas precisamos trazer solução para uma obra que tanto nos envergonha”, prosseguiu o vereador. Ele listou erros ocorridos na execução do projeto, como a falta de um estudo de solo. Segundo ele, a água já jorra em uma perfuração do solo de 40 centímetros.

“Ou seja, se você finalizar aquele prédio neste momento, o gasto para que se contenham as infiltrações é muito maior do que em qualquer outro lugar, em qualquer outro prédio”, falou Leandro Ribeiro.

O presidente também comentou que há um entendimento de que a responsabilidade de se construir uma sede para o Legislativo não seja do Executivo, pois ele já passa recursos financeiros para gestão dos vereadores, o duodécimo. Neste ano, a média mensal desse repasse é de R$ 2,68 milhões.

Leandro Ribeiro também disse que não quer culpar A ou B, embora os culpados terão que responder e ressarcir o erário pelo prejuízo constatado.

Em relação a essa obra, o Ministério Público pede ressarcimento dos cofres públicos e indenização por dano moral coletivo. Além disso, também pede a condenação dos réus a outras sanções, como o pagamento de multa civil de R$ 4,9 milhões.

Os réus são os ex-prefeitos de Anápolis Antônio Gomide (PT) e João Gomes (PSDB), além de ex-secretários das gestões e das empresas Albenge Engenharia Indústria e Comércio e Pharcons Consultoria, contratadas, respectivamente, para fazer o projeto arquitetônico e a realização das obras.

“Fico triste de chegar aqui e topar essa obra. Eu disse que se fosse necessário a gente iria expor nossas feridas para que a população ficasse sabendo o que acontece nessa Casa de Leis”, concluiu Leandro. Ele lembrou que uma solução para a obra parada foi uma das bandeiras da sua candidatura a presidente da Câmara.

Construção foi paralisada em junho de 2016. Com chuva, lençol freático aflorou no subsolo do prédio

#câmaramunicipalanápolis #obrainacabada #ministériopúblico

Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita dos responsáveis pelo Anápolis 360 graus. Editado por eLive Produções.

Estamos nas redes sociais

  • Facebook - círculo cinza
  • Twitter - círculo cinza
  • YouTube - círculo cinza
  • Instagram - Cinza Círculo