Venezuelanos pedem ajuda em cruzamento movimentado de Anápolis


||| Imigrantes fugiram da fome e de grave crise política e econômica, e agora procuram emprego em solo goiano para tentar trazer para o Brasil o restante da família que ainda está morando na Venezuela

FERNANDA MORAIS

O cruzamento das avenidas Brasil e Goiás, o mais movimentado de Anápolis, atrai diariamente vendedores ambulantes e pessoas contratadas para distribuir panfletos de publicidade, além de alguns pedintes. Mais recentemente, há cerca de dois meses, o local também tem sido frequentado por venezuelanos.

São homens e mulheres que ficam parados na esquina, mostrando cartazes para os carros parados no semáforo vermelho. Eles pedem um trabalho ou ajuda para os filhos.

Na manhã de sexta-feira (5.abr), duas mulheres e um homem estavam no local. Eles contaram à reportagem que precisam se firmar em Anápolis para trazer filhos, netos e irmãos para o Brasil. Eles alegam que estavam passando fome desde o início da crise política e econômica que se instalou na Venezuela.

Segundo os venezuelanos, o povo de Anápolis é generoso, mas eles estão encontrando dificuldades para conseguir algum tipo de emprego. A justificativa para o entrave, segundo eles próprios, é que são imigrantes ilegais e que não possuem domínio da língua portuguesa.

Desde o ano passado, o governo federal lançou a Operação Acolhida para destinar venezuelanos que entram no país via Boa Vista (RR) para diferentes cidades do Brasil. Já foram enviados 5 mil imigrantes para 67 municípios.

Especialistas consideram positivo que o governo tenha dado uma resposta à questão, mas apontam problemas de integração dos imigrantes no destino e criticam a falta de soluções para os que querem ficar próximos à fronteira.

Os venezuelanos que tentam ajuda no cruzamento em Anápolis chegaram à cidade por conta própria. Por isso a dificuldade para conseguir alguma ajuda é ainda maior.

Em relação aos números oficiais da Operação Acolhida, a região Centro-Oeste recebeu em um ano 737 venezuelanos. A maioria, 74%, viaja em família, em busca de uma vida diferente daquela enfrentada no país de origem.

Imigrantes no cruzamento das avenidas Brasil e Goiás (Fernanda Morais)

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