Anapolinos reagem e mostram para presidente da Fieg que Anápolis sempre foi “a cidade do sim”


||| Sandro Mabel participa de sessão na Câmara Municipal e ouve de vereadores e do prefeito Roberto Naves as ações que estão sendo feitas na cidade para atrair investimentos; autoridades locais conclamam entidade a agir em conjunto com o mesmo objetivo

MARCOS VIEIRA

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, havia dito em fevereiro, depois de reunião na Acia, que Anápolis deveria deixar de ser a “cidade do não” para novos investimentos. Acabou provocando a reação de políticos e empresários locais.

Nesta quarta-feira (10.abr), em sessão na Câmara Municipal, o dirigente classista foi chamado para o debate, ouviu criticas à sua fala e, por fim, foi conclamado para agir em parceria com os poderes locais para ajudar no desenvolvimento de Anápolis.

Político habilidoso, deputado federal por quatro mandatos, Mabel já havia moldado a sua declaração nas últimas semanas, afirmando que o objetivo era lançar um desafio para os anapolinos. Na sessão da Câmara, trouxe uma série de slides com propostas para que Anápolis volte a ser a “cidade do sim”. Acabou expondo dados amplamente conhecidos sobre a cidade, mas sua palestra foi acompanhada atentamente por todos.

O vereador Mauro Severiano (PSDB) foi um dos primeiros a afirmar que Mabel devia desculpas à cidade. Sem qualquer conflito, o tucano reafirmou a importância do ex-deputado federal para Anápolis, mas ressaltou que a declaração da “cidade do não” não condizia com a realidade.

O presidente da Câmara Municipal de Anápolis, Leandro Ribeiro (PTB), também defendeu o mesmo posicionamento. “Anápolis nunca foi a cidade do não. É a cidade do sim, e toda vez que alguém falar que é a cidade do não, a Câmara mostrará que ela é o local ideal para receber investimentos, tem a melhor localização do Centro-Oeste, sempre recebe bens os empresários”, afirmou o petebista ao final do encontro, em entrevista.

Leandro reafirmou que o Poder Legislativo existe para esse tipo de debate e, ao final, propôs um trabalho em conjunto com a Fieg, e parceiros do Sistema S, para que Anápolis destrave demandas importantes que lhe permitam voltar a crescer.

Ainda sobre essas demandas, o prefeito Roberto Naves (PTB) foi direto: “as empresas não estão vindo [para Anápolis] por motivos claros e óbvios; fazemos a pressão política, mas não temos caneta para resolver”.

Ele se referia a questões que são de responsabilidade do governo estadual, como aeroporto de cargas, expansão do Daia, Plataforma Logística e centro de convenções. O prefeito pregou união de esforços com o governador Ronaldo Caiado (DEM) para resolver essas questões.

Roberto Naves disse que a administração municipal vem desburocratizando seu sistema, para facilitar a chegada de novas empresas. Hoje a emissão de certidão de uso de solo e o alvará de construção pode ser feita on line.

“Conseguimos avançar muito num curtíssimo prazo de tempo, mas a cidade tem que ser a cidade do sim para aquilo que é certo. Temos que acelerar, e desburocratizar como estamos fazendo, mas temos que ter responsabilidade com o meio ambiente, com a qualidade de vida da população”, disse o prefeito.

Roberto Naves confirmou que a cidade precisa do apoio irrestrito da Fieg, reforçou que Goiás tem um governador bem intencionado e que só falta construir e pavimentar os caminhos que estão claros.

“Vamos trabalhar junto com o intuito de ter uma Anápolis melhor. Não vamos aceitar em momento algum dizer que Anápolis está parada porque ela tem feito muito, e num curto espaço de tempo”, concluiu o prefeito.

Sandro Mabel se colocou a entidade à disposição para bandeiras já abraçadas pela Câmara Municipal, como a aquisição de novas áreas para implantação de mais indústrias em Anápolis.

“A Fieg tem uma proposta de abertura de uma ação civil pública para desocupar áreas no Daia que não estão sendo usadas. O cara não pode fazer reserva de mercado. Não estou aqui para agradar. Tem amigo meu que tem área lá dentro. Vamos chamar, dar uma chance para construir. Porque se não for assim, não teremos áreas”, frisou Mabel.

Ele elogiou a iniciativa do prefeito Roberto Naves de trabalhar a criação de um distrito agroindustrial municipal e lembrou que os vereadores exercem um papel importante nesse processo, com a apreciação e aprovação de leis que facilitam a instalação de novas indústrias.

Mabel também falou sobre incentivos fiscais, e pediu aos vereadores e deputados presentes que apoiem o setor produtivo no convencimento junto ao governo estadual da importância dessa política para atração de novos empreendimentos para Goiás.

Sandro Mabel, Leandro Ribeiro e Roberto Naves na sessão da Câmara Municipal (Ismael Vieira/CMA)

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