Governador Caiado visita Anápolis e fala sobre incentivos fiscais, UEG e aeroporto de cargas


||| Governador esteve em formatura do Corpo de Bombeiros, mas antes visitou o prefeito Roberto Naves para reafirmar parceria administrativa. Em entrevista coletiva, foi questionado sobre demandas urgentes da cidade de Anápolis

FERNANDA MORAIS E MARCOS VIEIRA

O governador Ronaldo Caiado (DEM) esteve em Anápolis, nesta quinta-feira (11.abr), para acompanhar formatura do curso de Operações em Incêndio do Corpo de Bombeiros, em evento realizado na unidade da corporação no Daia.

Antes dessa agenda, Caiado esteve no gabinete do prefeito Roberto Naves (PTB), em reunião que também teve a presença do deputado estadual Amilton Filho (SD), do presidente da Câmara Municipal de Anápolis, Leandro Ribeiro (PTB), e da maioria de vereadores da cidade.

Ronaldo Caiado respondeu questionamentos feitos pela imprensa em entrevista coletiva que durou 18 minutos. Confira os principais pontos abordados pelo governador:

Parceria com o prefeito “Vim dizer ao prefeito e à toda classe política, aos meus amigos e conterrâneos, que todas as nossas ações serão muito bem articuladas para que os projetos sejam em sintonia com o sentimento da gestão pública da cidade de Anápolis”.

Incentivos fiscais “É uma matéria que foi discutida e sancionada. Goiás hoje é um estado que tem o maior percentual de incentivos fiscais, só perdendo para a Zona Franca de Manaus. Goiás não perde para nenhum estado do país. Somos de longe em toda e qualquer área o primeiro lugar em incentivos fiscais”.

Possível fechamento da fábrica da Hyundai “Estive com o presidente [da Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade], na reunião com o ministro, e de maneira alguma foi colocado por ele – o senador Wilder estava comigo –, a reunião foi na quarta-feira passada, hora alguma existiu essa tese. Eu pediria a todos vocês uma coisa só: eu sei que desde o começo tentaram criar toda situação para falar que não vai conseguir governar, não vai fazer base, não vai isso, nem aquilo, mas podem ficar tranquilos. Os únicos que realmente vão sair de Goiás serão os corruptos. Não tenha dúvida disso. Pode saber que é tolerância zero. Ou bandido muda de profissão ou muda do Estado de Goiás. Quem trabalha, quem produz, pode ficar tranquilo aqui no Estado”.

Privatização do aeroporto de cargas “Tenho pedido isso ao ministro Tarcísio [Gomes, da Infraestrutura]. A última reunião dele conosco foi cobrando uma ação maior para que ele nos ajude e nos alavanque numa obra que custou mais de R$ 420 milhões – não sei como mas custou. Então eu tenho pedido muito ao ministro essa ação. Farei as próximas reuniões com ele com a presença do prefeito Roberto e do deputado Amilton. Quero trazê-lo a Anápolis. É um dos pedidos que fiz ao Tarcísio, quero apresentar a ele toda estrutura que está montada dentro de Anápolis e como tal, precisa como ele fez com a Ferrovia Norte-Sul, nos ajudar a alavancar”.

Protestos de estudantes na UEG “UEG. Autonomia universitária. Isso é norma constitucional. O que o Estado tem que fazer é cumprir a Constituição. São 2% do ICMS. Tenho feito todo repasse, todos os meses, e acima de 2%. Então o que precisa fazer é questão de gestão. Veja bem, se você recebe a mesada do seu pai para um mês e gasta em 10 dias, então o problema é que você não soube controlar seu dinheiro. Até porque a situação pregressa, se não me engano dois ex-reitores foram presos e tem um respondendo processo. Quer dizer, acho que é isso que a sociedade precisa entender. O governo tem que cumprir o pagamento da parcela todo mês. Nunca atrasei um dia com e nunca repassei menos de 2%”.

Futuro da UEG “Já que estamos aqui também em Anápolis, é importante fazer alguns comparativos. Não existe no mundo uma universidade que tenha 42 câmpus. A USP deve ter no máximo 12. Não existe nenhuma universidade no mundo que tenha 235 unidades. Então você vê que universidade é algo que temos que ter uma responsabilidade enorme. Você não pode fazer de conta que vai dar um curso. Ao formar uma pessoa tem que dar qualidade de ensino a essa pessoa. Se a UEG está classificada em 152º lugar no ranking nacional, você vê que ela precisa fazer uma discussão interna e se remodelar, e colocar aquilo que a Constituição determina, buscar um eixo correto para desenvolver”.

Greve de professores nas escolas “Não temos uma greve no setor de ensino do Estado de Goiás. Temos mais de 1,1 mil escolas, e temos 117 escolas paradas. Já paguei todos os meses corretamente e já paguei uma parcela de dezembro no mês de março. Então eu estou cumprindo aquilo que estamos dando conta. Não posso fazer como faziam antigamente. Confiscavam o dinheiro das prefeituras e pagavam. A ponderação que faço a mais: 117 escolas. Eu pedi aos professores que reflitam. Esse ano vamos ter a Prova Brasil. Ora, se tenho mais de 1,1 mil escolas. Terei mil escolas que as crianças estarão recebendo toda a grade curricular no momento correto, e terei 117 em que as crianças estão sendo penalizadas”.

Atraso de repasse para leitos do SUS no Hospital Evangélico Goiano “O atraso do governo anterior foi de tudo. Se você procurar em todo lugar vai achar. Quinze meses. Bolsa Universitária, 14 meses. Honorários dos advogados, 13 anos. Vai achar de tudo. Se for buscar cada secretaria, é o que construíram nos últimos anos”.

Ronaldo Caiado fala com jornalistas ao lado do prefeito Roberto Naves, vice Márcio Cândido e secretário Wilder Morais (Ismael Vieira/CMA)

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