Advogado suspeito de integrar facção criminosa é preso em Anápolis


||| Operação “Advocatus Diaboli”, da Polícia Civil, diz que profissional teria participação de destaque em “uma estruturada facção paulista especializada em diversas práticas criminosas”. No caso a suspeita é de lavagem de dinheiro proveniente de roubo e receptação de caminhões

DA REDAÇÃO

O advogado criminalista Calisto Abdala Neto foi preso preventivamente nesta terça-feira (30.abr) na Operação “Advocatus Diaboli”, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás através da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

Segundo a investigação da PC, Calisto teria participação de destaque em “uma estruturada facção paulista especializada em diversas práticas criminosas”. No caso a suspeita é de lavagem de dinheiro proveniente de roubo e receptação de caminhões.

De acordo com a operação, o esquema funcionava da seguinte forma: mesmo presos, os investigados comandavam um forte esquema de roubos, receptações e lavagem de dinheiro. Por ser advogado, Calisto Abdala Neto seria o responsável por fazer a intermediação entre os líderes dos núcleos do grupo criminoso, formado por integrantes dirigentes do Primeiro Comando da Capital (PCC) de Goiás, São Paulo e Mato Grosso.

A Polícia Civil disse que em Goiás, no que se referem os delitos praticados pelos membros da facção, a organização foi completamente desarticulada com a prisão de Calisto. O advogado prestou um primeiro depoimento ainda na manhã desta terça-feira. A Polícia Civil ainda não revelou o que foi apurado durante a conversa.

OAB Goiás Por meio de nota divulgada à imprensa, a OAB Goiás informou que acompanha o caso “com singular interesse por tratar-se, de acordo com as informações iniciais, de possível crime envolvendo a atividade da advocacia”.

A OAB Goiás afirmou ainda que pretende também solicitar à autoridade judicial celeridade e rigor processual para, antes, que tenha o acusado pleno direito de defesa; depois para, se culpado, que seja punido exemplarmente.

OAB Anápolis Também por meio de nota, a OAB Subseção Anápolis disse que “o presidente Jorge Henrique Elias, informa que desde a deflagração da operação, está acompanhando o caso, por intermédio do presidente da Comissão de Prerrogativas e do presidente da Comissão de Direito Criminal, garantindo assim o estrito cumprimento da lei e a observância das prerrogativas do advogado”.

“A OAB Anápolis salienta que em atenção ao princípio constitucional da presunção da inocência, não cabe à entidade ou qualquer outro órgão, nesse momento, sem que haja o devido processo legal, emitir qualquer juízo de valor acerca da conduta do advogado em questão”, diz ainda o texto.

Operação "Advocatus Diaboli" foi realizada pela Polícia Civil, através da Draco (Divulgação)

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