1º de Maio: apesar da recessão nacional, Anápolis se mantém firme na geração de emprego


||| E é interessante notar que a cidade que possui um dos principais distritos agroindustriais de Goiás, e um comércio considerado polo para a região, apresente um desempenho melhor no setor de serviços.

MARCOS VIEIRA

Em meio a uma recessão econômica que insiste em não arrefecer, Anápolis ainda ocupa uma situação privilegiada em comparação a diversas outras cidades brasileiras no que diz respeito ao emprego.

Há um sobe e desce no gráfico divulgado mensalmente pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), mas ao final dos períodos o saldo é positivo.

E é interessante notar que a cidade que possui um dos principais distritos agroindustriais de Goiás, e um comércio considerado polo para a região, apresente um desempenho melhor no setor de serviços.

Neste primeiro semestre de 2019, foram criados 622 novos postos de trabalho em Anápolis. O setor de serviços é responsável por ter aberto 462 vagas. A indústria criou 285 novos empregos.

Os 12 meses de 2018 representaram a abertura de 2068 novas vagas na cidade e o setor de serviços puxou esse bom desempenho: sozinho, representou 1156 postos abertos entre janeiro e dezembro do ano passado. A indústria teve 431 novos empregos abertos.

Em 2017 o saldo positivo foi de 1533 novos empregos criados. O setor de serviços representou 994 vagas. Já a indústria teve desempenho de 273 postos gerados.

O comércio neste ano não vem tendo um bom desempenho. Em três meses, foram fechados 110 postos de trabalho em Anápolis. Em 2018, o setor teve um saldo positivo de 606 vagas, algo interessante para um ano de recessão. Em 2017 a evolução foi pequena: 165 novos postos criados.

Brasil Já os dados nacionais revelados pela pesquisa Pnad Contínua do IBGE mostra que o número de pessoas sem trabalho no primeiro semestre chegou a 13,4 milhões e fez a taxa de desemprego subir a 12,7% no país.

Também não há boa notícia neste 1º de Maio quando se fala nos ganhos do trabalhador: o único grupo cuja renda teve alta nesse começo de ano foi o de trabalhadores domésticos, em razão do reajuste do salário mínimo, aplicado em janeiro.

Os 13,4 milhões de desempregados são o maior número desde o primeiro trimestre do ano passado (13,6 milhões). Em relação aos últimos três meses de 2018, houve acréscimo de 1,2 milhão de pessoas a esse grupo, alta de 10,2%.

A taxa de desemprego é igualmente a maior desde os três primeiros meses de 2018, quando ficou em 13,1%. No último trimestre do ano passado, a taxa havia ficado em 11,6%.

Segundo o Caged, o país fechou 43.196 vagas formais de emprego em março, quando a expectativa era pela geração de 79 mil postos de trabalho. “Os setores que normalmente admitiam nesta época do ano anteciparam as contratações para fevereiro, e aqueles que demitiam concentraram as demissões em março. O fato provocou tendências opostas entre os meses”, justificou o Ministério da Economia. O resultado é o pior desde março de 2017, quando foram fechadas 63 mil vagas.

Carteira de Trabalho e Previdência Social: símbolo da geração de emprego formal (Divulgação)

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