Vereador Japão quebra o silêncio e fala sobre processo que pode expulsá-lo do PSL


||| Deusmar Japão enfrenta processo no partido o presidente Jair Bolsonaro por ter apoiado candidato do PP em 2018, ao invés do Delegado Waldir, que tentava a reeleição para deputado federal

FERNANDA MORAIS E MARCOS VIEIRA

O vereador Deusmar Japão tem enfrentado um processo no conselho de ética do PSL, que pode expulsá-lo do partido por não ter apoiado o deputado federal Delegado Waldir em 2018, na campanha de 2018.

Japão pediu votos para Adriano Avelar, do PP, e isso gerou o processo, que ainda não foi concluído. A novidade é que o vereador decidiu falar sobre o assunto publicamente, na tribuna da Câmara Municipal. E acabou tendo apoio da colega de PSL, vereadora Thaís Souza.

“Não tem ata pedindo para votar em Delegado Waldir, não teve reunião”, iniciou o vereador, na sessão de quarta-feira (8.mai).

Japão lembrou que entrou no partido juntamente com a vereadora Thaís quando o PSL ainda era pequeno na cidade, inclusive com a desistência na época dos presidentes regional e municipal.

“Fomos eleitos, aí veio a onda [Jair] Bolsonaro e novos membros. E agora estão querendo me expulsar”, discursou Japão. O vereador disse que tem evitado se manifestar sobre o assunto, mas que decidiu falar na tribuna da Câmara para dar uma resposta à população.

“Quero que a pessoa que quer me expulsar, que vá às ruas pedir voto. Quero respeito comigo”, afirmou Deusmar Japão.

Já Thaís Souza disse que apoia a permanência do colega no partido. “Antes da eleição de 2016 trabalhamos por uma chapa forte em unidade. Aprendi a gostar e respeitá-lo. O senhor é importante para a cidade e para o partido”, comentou a vereadora.

“O colega Japão resolveu apoiar candidatos a deputados estadual e federal de sua preferência, concordo que ele infringiu o estatuto do partido, mas nós estávamos sem uma direção atuante na legenda. Acredito que por isso ele tomou essa decisão, que agora está lhe causando tantos transtornos em relação a sua permanência na sigla”, prosseguiu Thaís.

“De todo modo estou ao seu lado, acredito que o mandato é do senhor, que recebeu os votos necessários e a confiança dos eleitores para sua vitória nas urnas”, concluiu a vereadora.

Outro lado Em entrevista à Rádio Manchester AM, o presidente do PSL de Anápolis, Edson Tavares, disse que o vereador Japão se sente “perseguido”, mas que isso não é verdade.

“O estatuto é claro, veio uma ordem de cima, do comando regional e nacional [para abrir o processo de expulsão]. Não pode fazer campanha para outro candidato. E isso foi feito por ele ostensivamente”, comentou Tavares.

Ele afirmou que Deusmar Japão é “do bem, simples, humilde, mas errou e não se retratou”. Edson Tavares afirmou que o processo não partiu dele, mas sim da Regional do PSL, que ainda aplicou uma multa de R$ 15 mil, que não foi paga pelo vereador.

O presidente do PSL disse que a ideia nem é “tomar o mandato” do vereador. Ou seja, caso ele seja expulso, não há a perda da cadeira de vereador. O julgamento deve ocorrer no dia 17 de maio.

Vereador Deusmar Japão discursa na tribuna da Câmara Municipal (Ismael Vieira/CMA)

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