Prefeito propõe TAC que garante funcionamento da Unidade Oncológica de Anápolis


||| Roberto Naves propõe ceder leitos para internação de pacientes em tratamento de quimioterapia que estejam na UOA, gerando equilíbrio financeiro que garante a continuidade do funcionamento da unidade que é filantrópica

MARCOS VIEIRA

O prefeito Roberto Naves (PTB) anunciou nesta segunda-feira (13.mai) uma ação conjunta que viabilizará a Unidade Oncológica de Anápolis (UOA) Dr. Mauá Cavalcante Sávio.

A UOA é ligada à Associação Goiana de Combate ao Câncer (AGCC) e vem enfrentando uma crise financeira que ameaça seu funcionamento porque não conseguiu se adaptar a uma portaria do Ministério da Saúde (MS).

O governo federal determina que só podem realizar quimioterapias os hospitais que possuam leitos de internação. Esse é um requisito para que o MS faça o credenciamento da unidade como Unacon (Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia).

Em Anápolis, há dois credenciados como Unacon: Hospital Evangélico Goiano (HEG) e Santa Casa de Misericórdia.

Segundo o prefeito, há cerca de dez dias, um dos diretores da UOA, André Beltrão, lhe procurou dizendo que o médico Ernei de Pina, que é diretor-executivo do HEG, estava disposto a retomar uma parceria com a Unidade Oncológica, desde que houvesse uma autorização por parte das autoridades.

O prefeito, então, entrou em contato com o Ministério Público (MP), que aceitou que sejam apresentadas possibilidades para essa parceria, que viabilizaria a UOA.

Segundo Naves, a proposta apresentada é que a prefeitura entre com os leitos necessários quando houver casos na UOA que exigem internação para a quimioterapia. O local escolhido para receber essas pessoas é o Hospital Municipal Jamel Cecílio.

A partir daí, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) seria assinado com o MP, dando prazo de 24 meses para que a Unidade Oncológica construa seus próprios leitos. Dessa forma, Anápolis buscaria no Ministério da Saúde o credenciamento de uma terceira Unacon.

Algumas reuniões serão feitas entre as partes envolvidas nos próximos dias visando a redação desse TAC. Mas o prefeito vê que há uma grande possibilidade de Anápolis se tornar um centro de referência no diagnóstico e tratamento de câncer.

“Na próxima reunião da Regional da Saúde, nosso secretário Lucas Leite colocará à disposição de toda a região sul de Goiás a possibilidade de uma pactuação com os municípios para esse tipo de tratamento”, explicou Roberto Naves.

Mantendo pacientes no HEG, Mauá Cavalcante e Santa Casa, as três unidades terão um ponto de equilíbrio financeiro que lhes garante a possibilidade de seguir atendendo pacientes oncológicos.

O prefeito explicou que dos casos que chegam ao Ambulatório Mauá Cavalcante, somente 10% são de pacientes que precisam de um leito de internação durante a quimioterapia.

O apoio por parte da atual gestão é o caminho para que a unidade da AGCC ganhe fôlego suficiente – 24 meses – para viabilizar junto à sociedade, e com ajuda da própria prefeitura, uma estrutura que possa lhe garantir autonomia e a continuidade dos bons serviços prestados aos anapolinos.

O presidente da ACCG, Cláudio Cabral, disse que esse equilíbrio virá com cerca de mil atendimentos por mês tanto na quimioterapia e radioterapia – nesse último serviço, a UOA é referência na região. Ele acrescentou que a atuação do município foi fundamental para a manutenção da prestação de serviços da unidade e que há espaço para uma terceira Unacon em Anápolis.

Prefeito Roberto Naves concede entrevista coletiva nesta segunda-feira, 13 de maio (Gislaine Matos/Dircom)

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