Aprovados para cadastro de reserva cobram nomeação na UEG no lugar de temporários


||| Universidade Estadual de Goiás segue contratando temporários, embora tenha concursados à disposição em um cadastro de reserva de certame realizado ainda em 2015 para cargos técnico-administrativos

FERNANDA MORAIS

Uma comissão de aprovados para o cadastro de reserva no concurso da Universidade Estadual de Goiás (UEG) para servidores técnico-administrativos, realizado ainda em 2015, cobra posicionamento do Governo de Goiás em relação às suas nomeações.

Integrantes da comissão relatam que na época do certame foram oferecidas 500 vagas imediatas para contratação. Agora, os 768 aprovados para o cadastro de reserva questionam o porquê de não serem chamados para o trabalho, já que o quadro de servidores temporários da UEG é de 900 funcionários.

Para Rodrigo Lima, integrante da comissão, é inaceitável que mesmo existindo um cadastro de reserva, a UEG contrate funcionários temporários para funções técnico-administrativas.

“Estamos indignados com a falta de ética do Estado e da UEG, que não seguem as leis. ficam protelando essas nomeações por tanto tempo. A única coisa que queremos é ser nomeados de acordo com sentença dada pelo Judiciário. Não podemos esperar mais, os temporários tiveram tempo suficiente, até 20 anos, para passar no concurso”, reclamou.

Outra aprovada para o cadastro de reserva, que preferiu não se identificar por medo de represálias, disse que os concursados têm conhecimento, “inclusive de pessoas dentro da própria UEG”, que há uma ação intencional de adiar o chamamento. “Tem servidor temporário ocupando a mesma função por 15, até 18 anos, e nada é feito”, criticou.

Para evitar que o tempo de chamamento vença, a comissão dos aprovados para as vagas do cadastro de reserva do concurso abriram ações civis públicas que tramitam na Justiça.

Outra integrante da comissão que aguarda ser chamada para o trabalho, Sulen Castro, disse que a UEG age como se os aprovados no concurso público fossem os vilões. “Realizam protestos como se a universidade precisasse parar de funcionar sem os temporários que estão nas vagas ilegalmente. Os contratos não podem passar de três anos até que sejam ocupados por efetivos aprovados em concurso. Queremos apenas garantir um direito constitucional”, acrescentou.

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