Críticas à gestão Bolsonaro já aparecem com frequência na Câmara Municipal de Anápolis


||| Já há claros sinais de insatisfação com as decisões tomadas pelo mandatário; as críticas são feitas por vereadores que comemoraram a vitória de Jair Bolsonaro e afirmaram ter esperanças de que a gestão seria importante para o país

MARCOS VIEIRA

As críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) já começam a aparecer na Câmara Municipal de Anápolis, antes mesmo de o atual governo completar seis meses de existência.

No auge da polarização política, às vésperas da votação do ano passado, a maioria dos vereadores não escondia o apoio ao capitão. Hoje não há mais essa defesa – pelo menos com frequência – e alguns já ensaiam críticas contundentes.

É algo a ser analisado, pois o vereador é o político mais próximo da população, portanto é aquele que mais capta o sentimento dos eleitores. O governo atual ainda tem crédito dos seus apoiadores, afinal está em seu início, mas convém observar os sinais.

Na sessão de segunda-feira (20.mai), a vereadora petista Professora Geli apresentou Moção de Repúdio aos “cortes orçamentários feitos na educação pelo governo Bolsonaro”. Até aí tudo, pois a parlamentar sempre foi oposição ao presidente. O que chama a atenção é que somente três vereadores votaram contra a propositura: Wederson Lopes (PSC), Lélio Alvarenga (PSC) e Pedro Mariano (PRP).

Ao justificar seu voto, o vereador Domingos Paula (PV) comentou que quando assumiu a presidência, Jair Bolsonaro trouxe esperança para a população, “mas assim que sentou na cadeira ele mostrou que não se preparou para o cargo”. Para o vereador, Bolsonaro “não dá conta de administrar o país”.

No ano passado, no pós-eleição, no dia 5 de novembro, Domingos elogiava a “escolha corajosa” do então presidente eleito em convidar Sérgio Mouro para o Ministério da Justiça. Na oportunidade, o vereador comentou que o presidente eleito tinha o respaldo da população e que ele representava uma política “olhando para frente”.

João da Luz (PHS) também tem feito críticas ao presidente. Ele classificou os cortes na educação como uma chantagem de Jair Bolsonaro, para forçar o Congresso a apoiá-lo na reforma da Previdência.

O vereador também fez uma moção, que foi aprovada em plenário, mas dessa vez de apelo ao presidente e ao ministro da Economia, Paulo Guedes, solicitando a liberação de recursos do Minha Casa Minha Vida para Goiás, pois a construção civil está travada sem esse financiamento.

Outro apoiador do presidente, vereador Pastor Elias (PSDB), também fez críticas à política do governo federal. Ele votou a favor da Moção de Repúdio proposta pela vereadora Geli. “Sou contra [a ação do governo] porque tem muitas outras coisas que deveriam ser cortadas antes de se pensar na educação”, justificou.

Em relação a essa mesma votação, o vereador Jean Carlos (PTB) também reclamou da decisão de se tirar dinheiro das universidades. “Não se pode sacrificar pesquisas científicas e outros estudos”. Ele disse ainda que 50% do Congresso Nacional foi renovado na eleição passada, o que se supunha que essas caras novas estivessem com Bolsonaro, mas nem isso o presidente conseguiu trazer para seu lado.

Na sessão do dia 14 de maio, a vereadora Thaís Souza (PSL), importante cabo eleitoral de Bolsonaro em Anápolis na campanha, subiu à tribuna para criticar a política ambiental do atual governo. “É uma agenda de retrocesso”, afirmou.

Plenário da Câmara Municipal de Anápolis, durante sessão ordinária (Ismael Vieira/CMA)

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