Convênio com a Santa Casa evidencia articulação segura em defesa de Anápolis


||| O diálogo mostrou que a gestão municipal quer uma parceria administrativa com o governo estadual, o que fez com que Ronaldo Caiado garantisse repasse mensal de R$ 500 mil para a instituição filantrópica

MARCOS VIEIRA

A assinatura de convênio no valor de R$ 500 mil mensais, que serão repassados pelo governo estadual à Santa Casa de Misericórdia de Anápolis, coroa um esforço das autoridades locais para garantir a continuidade no funcionamento da entidade, que atravessa uma das piores crises financeiras da sua história.

Nesta segunda-feira (27.mai), o governador Ronaldo Caiado (DEM) garantiu o repasse do dinheiro para a filantrópica, em solenidade no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, com a presença do prefeito de Anápolis, Roberto Naves (PTB), e de diretores da Fasa (Fundação de Assistência Social de Anápolis), mantenedora da Santa Casa.

Caiado disse que vai firmar outro convênio, no valor de R$ 100 mil, o que dará à Santa Casa uma soma maior do que o do repasse feito no governo passado – serão R$ 171 mil a mais, para ser preciso. Esse adicional ajudará a cobrir o rombo aberto a partir da falta de ajuda estadual de janeiro a maio deste ano.

O prefeito Roberto tratou o caso como prioritário na sua agenda nas últimas semanas. Diante do fechamento do pronto-socorro da Santa Casa, o petebista correu atrás de adiantar os valores de um convênio que tinha firmado com a instituição, no valor de R$ 600 mil, para que fosse reaberto imediatamente o pronto-atendimento às crianças.

Depois de reuniões em Goiânia, a direção da Santa Casta aceitou reabrir o pronto-socorro adulto para casos classificados com laranja e vermelho, além de pacientes obstétricos e oncológicos. Fez isso acreditando na assinatura do convênio, que acabou acontecendo.

Embora as mudanças na Santa Casa tenham impactado a rede de urgência e emergência da cidade, obrigando que a Secretaria Municipal de Saúde agisse rapidamente, o prefeito Roberto Naves manteve diálogo aberto com o governador na busca por uma solução, sem rompimentos ou declarações bruscas.

O gesto foi encarado pelo Palácio das Esmeraldas como uma parceria administrativa e rendeu saldo positivo para Anápolis. Prova disso é que uma das condições ventiladas pelo secretário estadual de Saúde, Ismael Alexandrino, de só firmar o convênio se a Regulação da Santa Casa fosse para o Estado, acabou não sendo necessária. O município segue autônomo na definição dos pacientes encaminhados para a unidade.

A Câmara Municipal também teve papel importante, agindo através de discursos ou cobrando diretamente do secretário Ismael Alexandrino. A bancada de Anápolis na Assembleia Legislativa também articulou a retomada da ajuda para a Santa Casa.

Assinatura do convênio em solenidade realizada no Palácio Pedro Ludovico, em Goiânia

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