“Falta pressão da sociedade para mostrar importância da escola municipal militarizada”


||| Deputado Coronel Adailton pede apoio da sociedade para convencer governador de Goiás a abrir convênios com prefeituras, oferecendo militares da reserva para implantarem o mesmo sistemas nas escolas municipais que já existem no ensino estadual

MARCOS VIEIRA

Em texto divulgado essa semana, o deputado estadual Coronel Adailton (PP) usa diversos argumentos para reforçar a necessidade de o governo estadual colocar em prática a sua proposta, de celebrar convênios ou termos de cooperação com prefeituras, visando a implantação de escolas municipais militarizadas.

O parlamentar, que é de Anápolis, afirma que a ideia é chamar policiais e bombeiros militares da reserva para atuar nessas unidades, o que não geraria custos adicionais aos prefeitos.

“Penso que está faltando uma maior pressão da sociedade, para mostrar a importância das escolas municipais militarizadas, abrindo um debate franco e participativo, onde todas as dúvidas e aperfeiçoamentos possam estar na mesa e sensibilize o chefe do Poder Executivo de Goiás [Ronaldo Caiado], para que ele entre na história como o governador que mudou os rumos da Educação no Estado”, escreve Coronel Adailton.

O deputado ensina que sua proposta segue o modelo dos colégios estaduais da Polícia Militar, com a diferença de que a secretaria estadual de Segurança Pública e as secretarias municipais de Educação é que definiriam as atribuições e estabeleceriam os limites das partes disciplinar e pedagógica.

“[Isso] para que os valores familiares, a ética, a disciplina, o civismo, a cidadania e o respeito sejam ensinados para as crianças desde a tenra idade, quando ainda podemos reverter certos comportamentos que, com o tempo, tornam-se mais difíceis de ser mudados”, completa o parlamentar.

Adailton cita problemas recorrentes para defender sua proposta, como violência contra profissionais da educação, ou entre alunos, ataques com mortes em escolas, casos de porte de armas e presença de traficantes no ambiente escolar. “E, o pior de tudo, o profundo desencanto de muitos educadores para com o ensino, público ou privado”, afirma.

Segundo ele, em escolas com gestão compartilhada, “raramente acontecem fatos tão graves”. O deputado diz ainda que é um engano a visão de que o militar interfere na ação pedagógica dos professores. “O militar não usurpa o trabalho digno e essencial dos trabalhadores da educação, mas, complementa-o com o que aprendeu em sua carreira, qual seja, disciplina, hierarquia, respeito, amor à pátria, ética, valorização da família enquanto célula da sociedade”, frisa o deputado estadual.

Coronel Adailton lembra que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) já criou a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares, voltada para esse modelo. “Em Goiás, temos a lei estadual nº 19.966, de 2018, que permite ao governo a convocação dos policiais e bombeiros militares da reserva, colocando-os à disposição dos prefeitos, sem ônus para a municipalidade”, revela.

Deputado estadual Coronel Adailton, do PP, na tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás (Y. Maeda/Alego)

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