#Opinião: Mais do mesmo, por Alex Fernando


Há quatro anos o Brasil acorda todas as manhãs com uma nova narrativa do pessoal da esquerda, buscando culpar terceiros pela crise que o país enfrenta há meia década. Após 30 anos da esquerda no poder da nação mais rica em recursos naturais do mundo, nada mais somos que recordistas de escândalos de corrupção, assistindo países minúsculos, de natureza extremamente hostil, assumirem o topo do ranking mundial de renda per capita, enquanto o Brasil apenas afunda no subdesenvolvimento, embora tenha mais recursos que qualquer outro planeta do mundo.

Mas o povo brasileiro acostumou a viver de esmolas: se recebe uma bolsa de alguma coisa, ainda que lhe seja retirado todo o resto, faz carnaval. Aliás, a expressão mais clássica do eleitor brasileiro: “ele rouba, mas faz”. Pode lhe roubar tudo, a dignidade, o futuro, seu e de seus filhos, mas se lhe der uma bolsa esmola de noventa reais mensais, te torna um herói. E heróis não podem ser presos, ainda que tenham lhe roubado tudo, incluindo sua inteligência, você como bom trouxa que é, vai passar a vida achando que seu ladrão de estimação é perseguido, porque lhe deu uma bolsa de noventa reais.

No Brasil, o crime compensa. Sempre vão ter aqueles grupos que se beneficiam do crime de alguma maneira que vão defender o bandido até a morte, com argumentos que acabam convencendo muita gente até “estudada”, que o bandido que é a vítima. E olha que são muitos.

Por fim, essa gente sabida, torce pelo fracasso do país, na esperança de beneficiar seu bandido de estimação, pagando um preço alto, muitas vezes com a própria vida nessa sociedade que não pode prender o bandido, porque parte-se do princípio que este é a vítima, enquanto aqueles que controlam as marionetes ficam cada dia mais ricos, com salários e aposentadorias enormes, sustentadas pelos mesmos fantoches.

Como dizia Nelson Rodrigues: os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade.

Alex Fernando é advogado

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