Projeto-piloto iniciado em Anápolis evita deslocamento de presos para audiências


||| Em casos em que o deslocamento do preso é necessário, o custo de uma audiência presencial fica entre R$ 3 mil e R$ 5 mil; com a videoconferência esse valor cai para R$ 20, quantia cobrada pelo pacote de dados da operadora de telefonia

DA REDAÇÃO

As audiências relacionadas a processos de execução penal em Anápolis estão sendo realizadas por videoconferência. O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) informa que representa algo mais seguro para todos os envolvidos, além de mais rápido e muito mais barato que os encontros presenciais. O projeto-piloto foi iniciado em Anápolis, na Vara Regional de Execução Penal da comarca, com o juiz Everton Pereira dos Santos.

Em casos em que o deslocamento do preso é necessário, o custo de uma audiência presencial fica entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, fora os riscos para o preso, agentes públicos e sociedade. Com a videoconferência, esse valor cai para R$ 20, quantia cobrada pelo pacote de dados da operadora de telefonia, uma vez que toda estrutura exigida se resume apenas a um computador com internet.

O juiz realiza a audiência de seu próprio gabinete e o preso é ouvido dentro do presídio. “Eu me sinto muito mais seguro, pois não tenho nenhum contato com o apenado, principalmente com esse perfil”, relatou o juiz Everton Pereira, que apesar de ser titular em Jaraguá, está em substituição na vara regional de Anápolis. Ele ressaltou ainda benefícios como praticidade e custo.

A ideia, segundo o diretor-geral adjunto da DGAP, coronel Agnaldo Augusto da Cruz, é acabar com as audiências presenciais de presos em todo o Estado até o final deste ano. Até agora, além de Anápolis, as comarcas de Goiás e Formosa já estão aptas para aderir ao programa. “É um marco na gestão do presidente do TJGO, desembargador Walter Carlos Lemes, e para a direção do sistema prisional, uma vez que começamos a estruturar, em escala, o projeto das videoconferências”, disse.

Em Goiás, existem 127 unidades prisionais, circunscritas em nove regionais. Segundo o TJGO, a tecnologia para as audiências por videoconferência vai garantir economia de recursos financeiros com o fim dos deslocamentos dos presos, treinamentos, vistorias e também contribuir com a segurança do sistema penitenciário, além de evitar o desperdício de tempo dos servidores dos poderes Executivo e Judiciário. (Com informações do Centro de Comunicação Social do TJGO)

Videoconferência custa somente R$ 20, enquanto a presencial chega a R$ 5 mil (Divulgação)

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