“É necessário ser protagonista”, diz presidente do MDB de Anápolis sobre eleições de 2020


||| Márcio Corrêa defende que sigla construa um projeto para o ano que vem, deixando de ser coadjuvante, como ocorreu em 2016 e 2012, quando o partido apoiou o PT e viu, inclusive, sua bancada encolher na Câmara Municipal

MARCOS VIEIRA

O MDB de Anápolis quer voltar a ser protagonista de uma disputa eleitoral. Essa é a mensagem passada pelo presidente municipal da sigla, Márcio Corrêa, e um de seus filiados históricos, Joelington Dias, durante participação de uma hora e meia no programa Anápolis em Debate, na Manchester News, no último sábado (13.jul).

“É necessário levantar uma bandeira, [destacar] a identidade do partido. É necessário ser protagonista. O MDB há muito tempo tem sido coadjuvante”, declarou Márcio Corrêa, odontólogo que assumiu o partido no ano passado, com a missão de ajudar na campanha de Daniel Vilela ao governo de Goiás.

Márcio falou em “projeto” para o ano que vem, mas não citou explicitamente uma candidatura a prefeito, nem tampouco falou de nomes que poderiam encabeçar uma chapa majoritária.

Mas deixou claro que os emedebistas não querem repetir o que ocorreu em 2016 e 2012, quando apoiaram o projeto eleitoral do PT. Em 2012, a sigla fez parte da chapa que reelegeu Antônio Gomide. Já em 2016, acabou lançando o vice de João Gomes, o então vereador Eli Rosa.

“É necessário ter um nome, apresentar um projeto factível, entender as demandas da cidade, encontrar soluções e apresentar à população”, afirmou Márcio Corrêa.

As duas eleições sem candidatura própria fizeram com que o MDB encolhesse na Câmara Municipal. Em 2008, quando Onaide Santillo foi candidata a prefeita, a agremiação elegeu três vereadores: Wesley Silva, Assef Naben e Eli Rosa.

Já nos pleitos sem candidato majoritário, apenas uma cadeira foi conquistada por mandato: Eli Rosa em 2012 e Elinner Rosa em 2016. Sobre a vereadora, o presidente do MDB disse que respeita sua posição em relação à gestão municipal, mas que o diretório adota uma postura de independência diante do prefeito Roberto Naves (PTB).

“O partido em si, e é um consenso, uma decisão compartilhada e horizontal, demonstra posição independente. Não fazemos parte do governo do Roberto e adotamos essa postura de forma equilibrada, responsável e coerente”, explicou Márcio Corrêa.

Mas o líder emedebista ressaltou que a decisão não implica em confronto. Segundo ele, as críticas são feitas quando necessárias, de “forma construtiva”, mas a sigla também aplaude as decisões administrativas que vão ao encontro do anseio da população.

Estadual Ao rechaçar uma postura de coadjuvante em âmbito municipal, os emedebistas ressaltaram que também entendem que o partido não pode aceitar se transformar em apêndice do DEM do governador Ronaldo Caiado no cenário estadual.

Márcio e Joelington comentaram a carta do prefeito de Goiânia, Iris Rezende, ao presidente estadual do MDB, Daniel Vilela, pedindo que reconsidere a expulsão dos prefeitos que apoiaram Caiado em 2018, Adib Elias (Catalão), Renato de Castro (Goianésia) e Paulo do Vale (Rio Verde).

Joelington disse que a decisão que culminou na abertura do processo de expulsão foi das bases do partido, ou seja, os quadros que estavam lutando pela candidatura própria se sentiram “largados” por esses prefeitos. Questionado se é possível reavaliar a decisão, o médico afirmou que pessoalmente entende que poderia haver essa aproximação. “A política é a arte do encontro, desencontro e reencontro. Nada que a gente faz não pode ser revisto”.

Márcio Corrêa frisou que a condição para o retorno dos prefeitos passa pela decisão deles de procurarem a direção do MDB. O líder municipal comentou que se casos os políticos sejam reintegrados, qual seria a postura deles em 2020 e 2022, se provocariam uma nova cisão.

Márcio Corrêa preside o MDB de Anápolis desde 2018: proposta de renovação e retomada de protagonismo

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