Anápolis sobe nove posições em ranking nacional do saneamento básico


||| O ano base do levantamento é 2017 – o estudo mantém essa defasagem anualmente – o que sugere que o município estará mais bem posicionado nas próximas divulgações

MARCOS VIEIRA

Anápolis subiu nove posições no ranking do saneamento básico organizado pelo Instituto Trata Brasil, que anualmente analisa os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) das 100 maiores cidades brasileiras, fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento Regional.

Atualmente em 46ª, Anápolis aparece na frente de Aparecida de Goiânia (63ª), mas perde para Goiânia (18ª). Em 2017 a cidade estava em 55ª no levantamento, enquanto em 2016 era a 61ª colocada.

O ano base do levantamento é 2017 – o estudo mantém essa defasagem anualmente – o que sugere que Anápolis estará mais bem posicionada nas próximas divulgações, pois tem realizado diversas obras na área do saneamento.

Segundo os dados do novo estudo, o atendimento total com água tratada na cidade é de 98,25%. Considerando somente a população urbana, esse percentual salta para 100%, ou seja, existe a universalização do serviço em Anápolis.

O total de cobertura de esgoto é de 63,42%. Na área urbana o índice chega a 64,55%. Na comparação com o estudo anterior, divulgado em 2018, houve crescimento, pois os dados eram de 60,84% e 61,92%, respectivamente. Anápolis alcança 61,21% de esgoto tratado por água consumida.

O estudo aponta ainda que somente 15,9% do que é arrecadado na cidade é investido em saneamento básico. Nesse quesito leva-se em conta não só o que é colocado pela prestadora do serviço, no caso a Saneago, mas também o que é feito por Estado e Município.

Anápolis realizou no período estudado 65,92% novas ligações de água em relação às faltantes para que se atingisse a universalização do serviço. Já em relação ao esgoto, esse percentual foi de somente 8,94%.

Impressiona o tamanho da perda no faturamento da Saneago em Anápolis. Da água tratada para o consumo, 39,97% acaba não sendo faturada. O índice de perdas na distribuição é de 39,19%.

A tarifa média do metro cúbico de água em Anápolis era de R$ 5,50 em 2017. Apenas oito cidades entre as 100 maiores do Brasil cobravam valor mais alto do consumidor, sendo duas delas em Goiás, ou seja, também atendidas pela Saneago: Canoas (R$ 7,12), Gravataí (R$ 7,01), Santa Maria (R$ 6,75), Maceió (R$ 5,76), Manaus (R$ 5,63), Caxias do Sul (R$ 5,58), Goiânia (R$ 5,55) e Aparecida de Goiânia (R$ 5,52).

Em um contraponto, a líder em saneamento básico no Brasil, a cidade de Franca (SP), cobra uma média de R$ 2,73 por metro cúbico do consumidor. A terceira colocada, Uberlândia (MG), apresenta média ainda mais baixa, de R$ 1,69.

Transposição do Córrego Capivari para o Ribeirão Piancó, inaugurada em fevereiro de 2018 (Divulgação)

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