Conheça a história de Nossa Senhora de Sant’Ana, a padroeira de Anápolis


||| Hoje é feriado municipal em virtude da devoção de Ana das Dores, mãe de Gomes de Souza Ramos; capela construída pelos pioneiros resultou em povoado que depois se transformou na cidade de Anápolis

DA REDAÇÃO

A lei que instituiu o dia 26 de julho como feriado municipal foi sancionada em 2002. A data celebra a padroeira de Anápolis, Sant’Ana, mãe de Maria e avó de Jesus, cuja ligação com a cidade remonta à devoção de Dona Ana das Dores, mãe de Gomes de Souza Ramos.

Foi a partir da construção de uma capela para a santa, em 1871, que surgiu a aglomeração de casas que dois anos depois se constituiria em Freguesia de Santana das Antas.

Relatos sobre o surgimento de Anápolis remontam que a fazendeira Ana das Dores de Almeida viajava de Jaraguá para Bonfim (atual Silvânia), quando em determinada etapa da viagem um dos muares de sua tropa (a mula que conduzia a imagem de Sant’Ana) desgarrou-se dos demais.

Localizado o animal, resultaram inúteis os esforços para fazê-lo retomar a marcha, o que levou a devota a interpretar o fato como se manifestação de que "a santa ali desejava ficar".

A viajante fez propósito de que mandaria construir uma capela no local onde seria introduzida a estátua sagrada. Essa determinação de Dona Ana das Dores foi concretizada por seu filho, Gomes de Souza Ramos, 11 anos mais tarde.

A imagem da santa padroeira de Anápolis - que segundo relatos pertenceu a Dona Ana das Dores, mãe de Gomes de Souza Ramos - esteve por muitos anos preservada fora da cidade. Localizada em Pirenópolis foi trazida para Anápolis onde é guardada como relíquia histórico-religiosa, na Matriz de Santana.

Matriz de Santana, na região central de Anápolis: local onde surgiu o povoado que mais tarde seria Anápolis

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