Juizado da Infância e Juventude coíbe uso de cerol e linha chilena em Anápolis


||| Em operação especial durante o mês de férias, até o dia 24 de julho, os profissionais já haviam recolhido 65 pipas que estavam utilizando o material cortante. Ação visa principalmente a conscientização das pessoas

MARCOS VIEIRA

Fiscalização realizada pelo Departamento de Agentes do Juizado da Infância e Juventude, entre 5 e 24 de julho, recolheu 65 pipas utilizando cerol ou linha chilena nos bairros de Anápolis.

A operação prossegue nesse final de semana e até o término do período de férias escolares, informa o coordenador do departamento, Ronaldo Gonçalves.

Segundo Ronaldo, as pipas recolhidas com o material cortante estavam sendo utilizadas por um total de 11 adultos, 32 adolescentes e 22 crianças.

O profissional explica que os agentes do Juizado da Infância e Juventude recolhem as linhas com cerol ou linha chilena, mas lembra que o objetivo da operação é principalmente conscientizar aqueles que gostam de soltar pipas.

“O que buscamos é tentar acabar com essa prática que já causou vários e vários acidentes”, comenta Ronaldo Gonçalves.

Em Goiânia, no dia 3 de julho, uma mulher teve o pescoço cortado ao passar de moto por uma rotatória próxima ao Estádio Serra Dourada. Viviane Ribeiro, 37, levou sete pontos com o ferimento.

Segundo a Enel Distribuição Goiás, de janeiro a junho de 2019, foram registrados cerca de 330 interrupções no fornecimento de energia, provocado pelo contato das pipas com a rede elétrica.

O cerol é feito com uma mistura de cola, geralmente de madeira, com vidro moído ou limalha de ferro (pó de ferro), aplicado nas linhas que são utilizadas para erguer as pipas. Já a linha chilena, que chega a cortar quatro vezes mais do que a linha com cerol, é feita a partir de quartzo moído e óxido de alumínio.

Em Anápolis o Código de Posturas proíbe a utilização de material cortante nas linhas das pipas. Lei de 2002 também proíbe fabricação e uso de cerol na cidade. Desde 2011 existe por força de lei a campanha ‘Pipas sem Morte’, de conscientização das crianças.

Um projeto de lei na Câmara Municipal quer criar na cidade o pipódromo, espaço que concentraria as pessoas e dessa forma facilitaria a conscientização e fiscalização quanto aos perigos do cerol e linha chilena.

Agentes fiscalização linha utilizada por criança em operação em bairro de Anápolis (Divulgação)

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