Assinado em Anápolis contrato de concessão da Ferrovia Norte-Sul


||| Presidente Jair Bolsonaro comparece ao Porto Seco e ao lado do governador Ronaldo Caiado e do prefeito Roberto Naves, assina concessão de 30 anos da linha férrea para a Rumo Logística

MARCOS VIEIRA

O presidente Jair Bolsonaro chegou ao Porto Seco Centro-Oeste, no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), às 10h15 desta quarta-feira (31.jul), para assinatura do contrato de concessão da Ferrovia Norte-Sul à empresa Rumo Logística, que nos próximos 30 anos será responsável pelos 1.537 quilômetros do trecho da linha entre Porto Nacional (TO) e Estrela D’oeste (SP).

O palco da cerimônia foi montado bem próximo aos trilhos da ferrovia, onde uma composição foi usada para fotos do presidente e do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM). A comitiva tinha ainda o prefeito Roberto Naves (PTB), diversos deputados e os ministros Tarcísio Gomes (Infraestrutura), Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tereza Cristina (Agricultura) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

Em discurso, Bolsonaro disse que a obra da Ferrovia Norte-Sul não é para empreiteiros, mas para empreendedores. Ele lembrou que a linha irá ligar quatro regiões do Brasil e que o modal ferroviário barateia fretes, diminui acidentes e reduz o consumo de combustível.

A cerimônia presidencial, no aniversário de 112 anos de Anápolis, foi realizada no pátio de manobras da Norte-Sul construído no Porto Seco. A ferrovia tem a função de unir dois importantes portos do Brasil, de Itaqui (MA) e de Santos (SP). Ela começou ainda no governo José Sarney (1985-1990), mas a sua ideia, segundo o ministro Tarcísio, começou a ser pensada pelo imperador Pedro II.

Bolsonaro elogiou o grupo que venceu a concessão da ferrovia, classificando-o como “maravilhoso”. “Os empresários da Rumo confiaram na gente”, completou. A companhia venceu a concorrência pública para administrar a Norte-Sul ao oferecer uma outorga de R$ 2,719 bilhões, ágio de 100% sobre o valor mínimo de R$ 1,35 bilhão. Os investimentos esperados para a linha chegam a R$ 2,72 bilhões.

Ainda segundo o ministro de Infraestrutura, a ideia do governo atual é mudar a matriz de transporte brasileiro, “dentro de uma estratégia ferroviária muito sólida”. “Vamos ver o trem passar com contêineres empilhados, em operação pioneira da Rumo. Carga de Manaus (AM) vai ser entregue em Porto Alegre (RS)”, frisou.

O presidente dos conselhos de administração da Cosan e Rumo, Rubens Ometto, disse que desta vez o projeto da Norte-Sul será construído por uma empresa preocupada com o cliente. Ele informou que a viagem de uma composição na linha férrea corresponde a 357 viagens rodoviárias de caminhões. “E os caminhoneiros vão gostar [da ferrovia], pois vão dormir em casa, trabalhando com mais segurança nas duas pontas da Norte-Sul”, concluiu.

A Rumo Logística vai operar a ferrovia, que está praticamente pronta. A remuneração da empresa se dará pelo recebimento das tarifas de transporte, de direito de passagem, de tráfego mútuo e por receitas acessórias.

O trecho de 855 quilômetros entre Porto Nacional (TO) e Anápolis (GO) está concluído. E o trecho sul de 682 km entre Ouro Verde (GO) e Estrela D’oeste (SP) está em execução pela estatal Valec, com 95% das obras executadas.

A demanda total estimada para a Norte-Sul é de 1,7 milhão de toneladas para 2020, chegando a 22,7 milhões de toneladas em 2055. Serão escoadas pela linha férrea carga geral e industrializada oriundas de polos paulistas para centros consumidores como Goiânia, Brasília, Palmas (TO) e Imperatriz (MA). No sentido oposto, será movimentado volume significativo de grãos para exportação pelo Porto de Santos.

A Rumo faz serviços logísticos de transporte ferroviário, elevação portuária e armazenagem e opera 12 terminais de transbordo, seis terminais portuários e administra cerca de 14 mil km de ferrovias nos estados de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. A base de ativos é formada por mais de mil locomotivas e 28 mil vagões.

Presidente Jair Bolsonaro e ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, em locomotiva da Rumo (Alan Santos/PR)

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