Vanderic nega ser candidato, mas admite presença na eleição como apoiador


||| Apesar de reduzir as chances de ser candidato a dois, numa escala de zero a dez, Vanderic diz que se sente tentando em entrar para a vida pública e abre possibilidade de apoiar um candidato que defenda as causas dos idosos e deficientes

MARCOS VIEIRA

O delegado Manoel Vanderic Filho pode ser uma novidade na política de Anápolis em 2020? Sim. Embora ele tenha dito na semana passada ao repórter Lucivan Machado, da Manchester News, que entre zero a dez, a sua chance de ser candidato a prefeito é dois, houve uma abertura da sua parte para o envolvimento na campanha, o que pode ser encarado como uma novidade no meio político.

“Eu penso muito em talvez estudar as propostas dos candidatos. Estudar aquele que ofereça uma segurança maior para a causa do idoso e do deficiente, e com isso apoiá-lo”, disse Vanderic.

São justamente as duas causas – idoso e deficiente – que fazem com que o delegado relute em entrar para a política. Ele teme que as pessoas que ele conseguiu trazer para perto dos abrigos e demais instituições acabem deixando os projetos por vê-lo envolvido na política.

Ao mesmo tempo, Manoel Vanderic afirmou que nunca ficou “tão tentado” por fazer algumas coisas que tem vontade no setor público. E cita algumas ideias “de governo”: crédito do idoso e serviços que aperfeiçoariam a inclusão do terceiro setor em projetos voltados para essa parcela da população. “Politicamente seria mais fácil viabilizar”, comentou.

Manoel Vanderic disse que não tinha vontade de entrar na polícia, mas uma vez aprovado e empossado no cargo de delegado, acabou se encontrando na profissão e que se vê trabalhando nela até a aposentadoria.

“É claro que a partir do momento que você começa a ultrapassar a fronteira de desenvolver apenas aquilo que é sua atribuição policial, e ter conhecimento de todas as mazelas que atingem a pessoa idosa e o deficiente, é claro que [isso] desperta em você a vontade de entrar na política e fazer alguma coisa a mais”, confidenciou o delegado.

Mas logo adiante na entrevista ele afirmou que não se enquadra no sistema político atual, pois teria dificuldade inclusive de fazer concessões para garantir apoios. Vanderic se classificou como centralizador no dia a dia, o que resultaria segundo ele próprio em um candidato isolado. “Sem promessas e dívidas para aliados e pactos com outros candidatos a vereador. E fazer isso no Brasil é quase inviável”.

O delegado ressaltou que não renega a importância da política para a sociedade, e que não está em cima do muro. “Estou sendo transparente, [mas o] terceiro setor é uma máquina muito mais poderosa de mudança social”, explicou, citando sua aproximação de ONGs e de faculdades visando essa proposta.

Para alguns, Manoel Vanderic poderia entrar na política como forma de dar continuidade ao legado de sua mãe, Vilma Rodrigues, falecida em março de 2018, 15 meses depois de ter iniciado o seu primeiro mandato de vereadora. Ele se recorda que no caso dela também a entrada na vida pública foi para defender idosos e deficientes.

Apesar de conhecida na mídia pela sua participação no rádio e programas na internet, além, lógico, da atuação social, Vilma teve o apoio decisivo do filho para conquistar a vitória nas urnas.

Vanderic disse que pelo volume do trabalho que realiza hoje – e sua presença nos veículos de comunicação – acaba tendo visibilidade e com isso é assediado por diversos partidos políticos.

A incerteza da sua entrada na política coloca mais um componente no cenário pré-eleitoral. E levanta a dúvida se um outsider seria o desejo do eleitorado também nessa próxima eleição.

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