Possível saída de Tavares da presidência do PSL abre disputa interna


||| O que se evidencia é que há um racha: de um lado um grupo ligado ao deputado federal Major Vitor Hugo; do outro aqueles que são mais próximos do também parlamentar Delegado Waldir

MARCOS VIEIRA

O anúncio feito pelo empresário Edson Tavares, de que deixará a presidência do PSL de Anápolis, abre caminho para uma disputa de poder dentro do diretório local.

De um lado há nomes ligados ao deputado federal Delegado Waldir, presidente do PSL de Goiás. Do outro estão aqueles mais próximos ao também parlamentar Major Vitor Hugo, líder do presidente Jair Bolsonaro na Câmara Federal.

A própria saída de Edson evidencia essa situação. Uma das queixas externadas por ele é que nas três visitas de Bolsonaro a Anápolis, apoiadores voluntários na campanha não tiveram qualquer deferência por parte do staff presidencial.

“Mandamos sugestões ao Major Vitor Hugo. Não custava nada fazer um cercadinho e receber algumas pessoas. Deixou-se o soldado na trincheira. Na verdade nós fomos abandonados na trincheira. Quem deu a vitória ao presidente foram essas pessoas, a sociedade organizada, que não tinha dinheiro nem para comprar uma água”, afirmou Edson Tavares na semana passada, em entrevista à rádio Manchester News.

Nessa mesma entrevista, o empresário isenta o Delegado Waldir de qualquer culpa pela situação, pois segundo ele na última vinda de Bolsonaro a Anápolis, o deputado federal estava cumprindo outra agenda. E também deixa claro que o pedido visando a valorização do PSL local tinha sido direcionado a Major Vitor Hugo.

Após o anúncio da saída de Edson do partido, o deputado Delegado Waldir veio a público, conforme relato do portal do jornal Contexto, dizendo que demoveria o empresário da ideia, já que é uma “liderança de destaque, que ajuda a fortalecer o PSL e foi grande apoiador de Bolsonaro na campanha”, ajudando Anápolis a dar uma votação expressiva ao hoje presidente.

Confirmada a saída de Edson Tavares, a presidência será disputada por dois outros membros. De um lado o delegado aposentado da Polícia Federal Humberto Evangelista, que tem buscado apoios – recentemente ele esteve na Câmara Municipal, conversando com os vereadores Deusmar Japão e Thaís Souza.

Edson diz não apoiar Humberto, pois segundo ele o delegado deu uma “fraquejada” quando tentou ser secretário municipal, em uma agremiação que busca construir uma candidatura independente. “Vai que lá na frente ele dá uma balançada de novo”, disse o empresário.

Tavares apoia Dilvo Constantino, que foi candidato a deputado federal na eleição passada.

O PSL municipal tenta construir candidaturas que se aproveitem da onda Bolsonaro em uma cidade cujos bons índices de apoio ao presidente são visíveis. O entendimento também é que 2020 irá formar a base composta de vereadores e prefeitos para a acirrada campanha de 2022, quando o presidente tentará se reeleger.

Edson Tavares reclama de falta de deferência do staff presidencial aos apoiadores de Bolsonaro em Anápolis

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