Presidente da Saneago diz que estudo vai definir local de barragem para Anápolis


||| Ricardo Soavinski disse que há um levantamento hidrográfico sendo feito até dezembro para definir o melhor local para o reservatório de água, um projeto a longo prazo mais que resolveria de vez o problema de desabastecimento na cidade

MARCOS VIEIRA

O presidente da Saneago, Ricardo Soavinski, admitiu que a companhia contratou um estudo hidrológico para construção de barragem em Anápolis, visando no futuro o fim da agonia da falta de água no período de estiagem.

Soavinski esteve na cidade na tarde de quinta-feira (3.out), em uma visita técnica à estação de tratamento de água (ETA) do Daia, que fornece água 40 bairros da região sul de Anápolis.

Com a baixa vazão do Rio Caldas, houve um desabastecimento geral, inclusive prejudicando as empresas do distrito agroindustrial. A ETA pertence à Codego (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás), que cuida do Daia. A água captada e tratada no local é vendida à Saneago, que por sua vez abastece os bairros anapolinos.

A solução mais imediata foi pedir ajuda à Semad (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) para abrir represas em propriedades ao longo da bacia do Rio Caldas. Três delas tinham passado por esse processo até a tarde de quinta-feira.

Segundo o presidente da Saneago, outra medida a curto prazo é ampliar a capacidade de tratamento do sistema Piancó/Capivari, ampliando também a distribuição para os anapolinos. “Estamos colocando isso em licitação, que já está tramitando”, disse Soavinski.

Ele explicou que não há ainda uma definição se a região será servida por uma única barragem ou duas de porte médio. “É preciso pensar de onde virá a água, pois os rios da região são de baixa vazão”, comentou.

Soavinski frisou que não se trata de um processo rápido. Ao definir o local da barragem, será preciso levar em conta a distância da estação de tratamento, com implantação de adutoras. Outra questão importante: o tamanho da área que será inundada, porque há as indenizações.

Daia Sobre o uso da água da ETA do Daia, o presidente da Saneago disse que não há problema, pois se trata de um sistema produtor normal. O que houve foi uma conjunção de fatores que levaram ao desabastecimento: momento climático severo, estiagem prolongada, alta temperatura e baixa umidade.

Soavinski contou que a Saneago ofereceu à Codego uma parceria na operação da ETA, inclusive com aporte de investimentos. “É isso que precisa ser estabelecido”, finalizou.

Ricardo Soavinski esteve em Anápolis, na estação de tratamento de água do Daia, que sofre com baixa vazão

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