#análise | O tabuleiro do Podemos de Anápolis


||| Partido já começou a se movimentar em Anápolis e precisa resolver várias questões antes de formatar candidaturas a prefeito, vice e vereador para as eleições de 2020

MARCOS VIEIRA

Interessante o caminho escolhido pelo Podemos de Anápolis para as eleições de 2020. Há um movimento na sigla para se desvincular de qualquer projeto já existente na cidade, chegando à campanha com autonomia para lançar candidatos para todas as vagas.

O recado foi dado primeiro por um dos membros mais articulados do partido, o ex-vereador Sírio Miguel, e confirmado pelo presidente municipal do Podemos, Frank Boniek: a sigla não segue na base do prefeito Roberto Naves (sem partido).

O desembarque precisa ser assimilado e ter a concordância do único detentor de mandato eletivo na agremiação municipal: o vereador Fernando Paiva. Em um primeiro momento, a mudança provocou ruídos – o parlamentar disse que estava sendo informado sobre o assunto via imprensa.

Fernando foi eleito pelo PTN, que originou o Podemos. A sigla fez parte da coligação que deu a vitória a Roberto Naves. Desde então, o vereador faz parte da base governista na Câmara, mantendo lealdade ao projeto iniciado na campanha de 2016.

Mas não é só isso. Com a incorporação do PHS pelo Podemos, o partido ganha mais um vereador, João da Luz.

A ampliação repentina da bancada parece não fazer parte dos planos de alguns membros da sigla, que querem carta branca para montar uma chapa de candidatos a vereador sem a presença de medalhões, ou, melhor dizendo, gente que já tem mandato.

Outra questão diz respeito ao ex-vereador Eli Rosa, candidato a vice-prefeito em 2016 pelo então PMDB, hoje MDB. O empresário não sabe ainda se permanecerá no Podemos. Não sabe sequer se será candidato, mas não deixa de ser um nome a ser considerado – e ouvido – nesse processo todo.

O tabuleiro do Podemos parece ser bem mais complexo do que de outras siglas. Pelo menos nesse momento. Resta saber quem mexerá as peças: políticos da cidade ou se as decisões vão acontecer em gabinetes de Goiânia e Brasília, via o todo poderoso do partido em Goiás, deputado federal José Nelto.

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