Grandes obras da Saneago em Anápolis só depois que o contrato for renovado


||| Essa foi a mensagem passada pelo presidente da Saneago, Ricardo Soavinski, em audiência pública: é preciso antecipar a renovação do contrato que vence em 2023 para que sejam feitos grandes investimentos que acabariam com a falta de água na cidade

MARCOS VIEIRA

Em audiência pública na Câmara Municipal de Anápolis, nesta sexta-feira (18.out), o presidente da Saneago, Ricardo Soavinski, disse que a curtíssimo prazo, um dos caminhos para tentar solucionar o desabastecimento provocado pela baixa do Rio Caldas, na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Daia, é a interligação de poços artesianos.

O sistema serve não só as empresas do distrito agroindustrial, mas também a cerca de 48 bairros da região sul da cidade. A ETA é da Codego, que vende a água para a Saneago. O desabastecimento tem fechado indústrias e deixado milhares de famílias com as torneiras secas por vários dias.

Soavinski também falou que é preciso interligar o sistema Piancó a esses bairros da região sul, criando uma alternativa em períodos de estiagem.

Ele deixou claro para os vereadores que existe um plano de obras para Anápolis, mas que é preciso renovar o contrato da prefeitura com a Saneago para que elas sejam iniciadas.

Segundo Soavinski, são projetos que ultrapassam 2023, ano que o contrato vence, e não seria permitido a ele autorizar esses investimentos sem a empresa ter certeza que seguirá atuando na cidade. A Saneago quer que seja feita a renovação seja antecipada.

Apesar desse impasse, o presidente afirmou que determinou o início de algumas licitações, para que o processo já esteja encaminhado assim que a administração municipal e a estatal se acertarem em relação ao novo contrato.

Entre as propostas apresentadas na audiência, está a construção de uma barragem. O estudo hidrográfico já foi iniciado e o mais provável é que esse grande reservatório de água fique a cerca de 40 quilômetros de Anápolis.

Presente na audiência, o promotor de Justiça Paulo Henrique Martorini pediu que fosse assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com os prazos definidos para todas as obras prometidas pela Saneago. Duro nas críticas, ele reclamou das promessas seguidas ao longo dos anos e pouca efetividade.

Ao final do evento, já sem a presença do representante do Ministério Público e instigado a falar sobre o TAC pelo deputado estadual Antônio Gomide (PT), Ricardo Soavinski revelou que não tinha problema algum assiná-lo, mas que um novo contrato com a prefeitura teria a mesma validade em termos de compromisso da Saneago com as demandas de Anápolis.

A audiência pública foi proposta pelo vereador Pastor Elias Ferreira (PSDB), comandada pelo presidente da Casa, Leandro Ribeiro (PTB), com a presença de outros 15 vereadores. Também compareceram os deputados estaduais Coronel Adailton (PP) e Amilton Filho (SD).

Presidente da Saneago, Ricardo Soavinski, fala durante audiência pública na Câmara Municipal de Anápolis

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