Captação de água do Piancó e do Caldas para irrigação fica proibida por mais 30 dias


||| Portaria da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás ampliou medida que já tinha sido tomada no início de outubro; governo diz que situação é crítica diante de poucas chuvas

DA REDAÇÃO

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad) prorrogou nesta segunda-feira (4.nov) as medidas adotadas no início de outubro para tentar reduzir a crise hídrica em Anápolis.

Uma portaria publicada no Diário Oficial amplia por mais 30 dias a proibição de qualquer captação de água para irrigação nas bacias do Rio Caldas e Ribeirão Piancó.

De acordo com o documento, a água nesses dois cursos d’água só pode ser usada para abastecimento humano e para matar a sede de animais.

O texto também diz que os proprietários de represas devem liberar os volumes d’água de acordo com as orientações da Semad.

A portaria estabelece ainda que aqueles que possuem poço artesiano, minipoço ou cisterna pode usá-los até o limite de produtividade do aquífero por 30 dias, a partir desta segunda-feira.

Quem optar pela utilização de águas subterrâneas deverá cessar ou reduzir ao máximo a utilização do consumo de água do sistema público de abastecimento.

Segundo a secretária Andréa Vulcanis, a medida foi necessária por conta da falta de previsão de chuvas consistentes nos próximos dias. “O déficit de chuvas que estamos registrando poderá agravar a situação de criticidade do Piancó e do Caldas nas próximas semanas, por isso prorrogamos as determinações do mês passado para que o abastecimento humano em Anápolis fosse priorizado”, afirma.

O baixo volume nos rios que abastecem Anápolis deixaram diversos bairros sem água no início de outubro, prejudicando, inclusive, a captação do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), que foi autorizado utilizar poços artesianos.

Ribeirão Piancó, em Anápolis: água somente para abastecimento humano e para matar a sede de animais

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