Fim das coligações dificulta ainda mais eleição para vereador


||| A união de siglas na eleição proporcional garantiu vitórias em 2016 e fez a maioria das cadeiras na Câmara Municipal de Anápolis: 61% das 23 vagas em disputa

MARCOS VIEIRA

O fim das coligações de partidos nas disputais proporcionais (para vereador neste ano) gera um impacto considerável na eleição de 2020. Além disso, o prazo para a filiação de quem pretende concorrer a um cargo público termina em 4 de abril. São menos de três meses para as siglas montarem chapas competitivas.

Um olhar no resultado da eleição de 2016 de Anápolis ajuda a entender a mudança imposta com o fim das coligações. Naquele pleito, 14 dos 23 vereadores que foram eleitos estavam em uma coligação, o que representa 61% das vagas em disputa.

Foram 20 partidos presentes em coligações. Para alguns eleitos, a aliança foi fundamental para a vitória, como foi o caso do vereador Pedro Mariano, filiado na época no PRP (hoje Patriota), sigla que lançou somente seis candidatos, mas ao caminhar ao lado do PT conseguiu fazer uma cadeira na Câmara.

Os petistas na eleição passada somaram 25.672 votos, enquanto os candidatos do PRP tiveram juntos 2.157 votos. Foi uma típica coligação visando o resultado, pois ideologicamente há uma distância entre o PT, de esquerda, e um político como Pedro Mariano, de perfil mais conservador.

Segunda coligação com maior número de votos em 2016, PTB-SD exemplifica outra questão ligada às coligações proporcionais: qualquer mudança pode tirar a representatividade de uma sigla. O mais votado da chapa naquele ano, Amilton Filho, acabou sendo eleito deputado estadual em 2018.

Com a saída de Amilton da Câmara, o primeiro suplente, João Feitosa, assumiu a vaga em fevereiro de 2019. A partir dessa data, então, o SD ficou sem cadeira no Legislativo municipal, já que o primeiro suplente da coligação era do PTB, o atual vereador João Feitosa.

As alianças também serviram para salvar a reputação de algumas siglas grandes, como foi o caso do MDB (em 2016 ainda PMDB), que sem os votos do aliado PR não teria conseguido ao menos uma vaga, da vereadora Elinner Rosa.

Já PDT e PSB se ajudaram, pois ambos tinham poderio semelhante – 7.485 e 6.008 votos, respectivamente – e conseguiram cada um eleger um vereador: Valdete Fernandes e Jakson Charles.

O PSDB de 2016 é exemplo do que os partidos vão precisar fazer na eleição deste ano, uma chapa forte, mesclando gente experimentada, mas que ainda nunca venceu, detentores de mandato e novatos com potencial médio, o que significa nesse caso entre 500 e mil votos.

Com essa receita, o PSDB angariou 16.243 votos, elegendo os vereadores Pastor Elias, Mauro Severiano e Américo. O PSL de 2016 também é exemplo. Antes mesmo de qualquer indício de Jair Bolsonaro, a sigla em Anápolis conseguiu sozinha 15.459 votos para vereador, elegendo Thaís Souza e Deusmar Japão.

Outro exemplo, o PSC, com 13.066 votos, fez duas cadeiras, com Vilma Rodrigues e Lélio Alvarenga. A vereadora acabou falecendo em março de 2018, fazendo com que a vaga fosse para Wederson Lopes.

É importante destacar que uma chapa forte de candidatos a vereador é muito importante para o candidato a prefeito. Ou seja, também nisso há um peso para que as siglas errem o mínimo possível nesses meses que restam para a formação do time que irá enfrentar as urnas.

Números

61% Dos 23 vereadores eleitos em 2016, 14 estavam em partidos que fizeram parte de coligações

110.058 votos

20 partidos fizeram parte de coligações em 2016

Voo solo Nove vereadores eleitos em 2016 não estiveram em coligações. Eles são das seguintes siglas: PSDB (3), PSL (2), PTN (1 – hoje Podemos), PSC (2) e PV (1)

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