Três pré-candidatos no Podemos: José de Lima abriria mão por um companheiro?


||| O ex-deputado dificilmente abre mão do seu projeto de disputar a eleição para prefeito de Anápolis. Em 2020 será diferente? Ou caso não seja o cabeça de chapa, José de Lima tende a mudar de partido?

MARCOS VIEIRA

Não há dúvida nos bastidores que José de Lima tem um único projeto político para 2020: disputar a eleição de prefeito em Anápolis. Ex-vereador e ex-deputado estadual, ele nunca abre mão de uma campanha. Poucas vezes esteve fora de um pleito na história recente da cidade.

E quando esteve ausente não foi por vontade própria. Em 2008, por exemplo, foi defenestrado pelo seu partido na época, o PDT, que fez uma intervenção de última hora na comissão local e proibiu candidatura própria na eleição anapolina.

Na disputa deste ano, José de Lima está filiado ao Podemos. E a sigla não tem apenas o ex-deputado como pré-candidato. O ex-vereador Sírio Miguel também está no páreo. Em fevereiro, no dia 8, provavelmente, deve acontecer o ato de filiação de mais um pretenso cabeça de chapa, o radialista Cândido Filho, que deixou o MDB recentemente.

Neste cenário, com três pré-candidatos, o Podemos teoricamente deve definir o nome em convenção, que a legislação determina que aconteça entre 20 de julho e 5 de agosto. Como esse tipo de disputa interna é ameaça para um racha, há possibilidade de o escolhido para ir para a campanha ocorra antes.

Mas José de Lima abriria mão? Muito dificilmente. O que se cogita é que qualquer possibilidade de não ser cabeça de chapa o faria ir para outra sigla. Uma decisão do tipo, é importante lembrar, precisa ser tomada até 4 de abril, último dia para que aqueles que vão disputar cargo estejam filiados em um partido.

Sírio Miguel diz que ninguém duvida que José de Lima é candidato a prefeito e que o Podemos terá projeto próprio em 2020. Cabe a ele, então, enquanto pré-candidato, tentar viabilizar seu nome, com movimentações, debates e reuniões com a sociedade civil organizada.

“O compromisso do partido comigo é para que eu possa participar do debate como pré-candidato até as convenções. Então se chegar na convenção e eu não conseguir viabilizar meu nome, não tiver posição boa em pesquisa, enfrentar algum tipo de dificuldade que meu nome não se torne uma candidatura competitiva, não vou ficar em aventura”, explica Sírio.

O ex-vereador tem suas ambições, lógico, mas parece se movimentar mais no sentido de ajudar o partido a construir um projeto eleitoral. O anúncio da filiação de Cândido Filho é analisado por ele como algo animador, pois “dá segurança de que o Podemos está no jogo político”.

Em meio a essa movimentação, há ainda a montagem da chapa de candidatos a vereador, que por enquanto tem um imbróglio a ser resolvido. O Podemos sinaliza para a apresentação ao eleitor de um grupo de candidatos com chances parecidas, o que descartaria medalhões, leia-se políticos que já tem mandato. Dessa forma, estariam fora os vereadores Fernando Paiva e João da Luz. Mas é preciso saber se eles querem deixar a sigla – Paiva, por enquanto, tem dito que não vai mudar de partido.

O Podemos é comandado em Goiás pelo deputado federal José Nelto, que tem acompanhado de perto o cotidiano dos diretórios municipais. Ele sabe que precisa de uma base forte nas cidades. E como uma eleição puxa a outra, essa construção local é essencial para 2022.

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