Vereadores iniciam ano legislativo com desafio de equilibrar mandato e ações eleitorais


||| Câmara Municipal de Anápolis realiza primeira sessão ordinária de 2020 nesta segunda-feira (3.fev), em um ano mais sensível, pois a eleição de outubro faz com que o senso crítico em relação ao trabalho parlamentar esteja mais aguçado

MARCOS VIEIRA

Os vereadores de Anápolis dão início ao ano legislativo nesta segunda-feira (3.fev), com o desafio de equilibrar as ações em plenário e as estratégias eleitorais que lhe possam garantir sucesso nas urnas em outubro.

Os gabinetes não pararam nos últimos dois meses, mas as sessões ordinárias são definitivamente uma grande vitrine para o vereador propagar suas ações e opiniões, já que são transmitidas ao vivo pela rádio e internet, além de ter a cobertura maciça dos meios de comunicação e a presença de diversos formadores de opinião no plenário Teotônio Vilela.

Restam poucos meses antes da campanha eleitoral para que cada vereador possa fixar na cabeça da população o que realmente fez ao longo do mandato. Quanto a isso, mais uma vez é preciso ressaltar o equilíbrio: o vereador terá que fazer seu trabalho e dosar corretamente a publicidade, evitando inundar a população com mensagens que possam irrita-la, mas também não ser tão esporádico que lhe dê a pecha de pouco produtivo.

Em meio a essas questões, todos têm pela frente o desafio de escolher corretamente o partido que lhes dê condições de vencer a eleição. O fim das coligações nas disputas proporcionais deixou a montagem da chapa mais complicada. A inclusão de partidos que não tenham atingido o coeficiente eleitoral na disputa das cadeiras da chamada sobra também gerou desafios para as siglas maiores.

É raro o vereador na Câmara Municipal que não cogita mudar de agremiação. Exceção talvez seja a bancada do PT – Luiz Lacerda, Lisieux José Borges, Professora Geli e Alfredo Landim. A ida do prefeito Roberto Naves para o PP fez com que os governistas passassem a analisar a viabilidade de também migrar para a sigla.

A saída de Naves fez com que os três vereadores do PTB – Leandro Ribeiro, Jean Carlos e João Feitosa – repensassem a permanência no partido. Há casos ainda de siglas fragmentadas, como o PSL. Outras, como o PSDB, acumulam nomes de peso demais em uma eleição em que a conquista de três cadeiras será algo raro. Tem ainda os vereadores em agremiações que sofreram mudanças: o PHS de João da Luz foi incorporado pelo Podemos e o PRP de Pedro Mariano passou a fazer parte do Patriota.

Esse imbróglio partidário precisa ser resolvido entre 5 de março e 3 de abril, período da janela em que o TSE permite a mudança de sigla sem a perda de mandato.

Os vereadores ainda enfrentam neste ano uma vigilância mais acentuada daqueles que pretendem se candidatar para a Câmara Municipal. A cada momento um pouco mais polêmico dentro de uma sessão, os celulares já começam a filmar com o objetivo de se fazer postagens mais críticas aos membros do parlamento.

Exemplo disso foi a audiência pública para discutir a minuta de um novo contrato da Saneago com a Prefeitura de Anápolis. Embora sem o poder de decisão sobre o assunto, já que a caneta está com o prefeito, diversos pré-candidatos usaram o microfone para pressionar o Legislativo. Por fim, grande parte dessa turma deixou o evento antes mesmo da resposta do presidente da Saneago, Ricardo Soavinski, às questões levantadas.

Há também demandas institucionais. A primeira e mais óbvia é a de manutenção da produtividade em plenário enquanto se faz campanha. O ritmo de votações e a presença nas sessões serão cobrados pelo eleitor.

Outro ponto sensível que a atual legislatura herdou foi a questão do prédio da Câmara Municipal. O presidente Leandro Ribeiro determinou a abertura de processo para a contratação de profissional ou empresa de engenharia, para análise técnica de mercado, que visa apontar imóveis que tenham a capacidade física, logística e estrutural de receber os departamentos do Legislativo. Não há dúvida que o tema estará na campanha.

Dos 23 vereadores, apenas Elinner Rosa (MDB) já afirmou que não pretende disputar a reeleição. Há outros que estão cotados para uma chapa majoritária, como Leandro Ribeiro e Professora Geli. Embora muita coisa deva acontecer até as convenções (20 de julho a 5 de agosto), 2020 tem exigido atenção especial desde o seu primeiro dia. Qualquer erro pode ser fatal para um novo projeto de quatro anos.

Audiência pública lotada: em 2020 o senso crítico em relação ao parlamento fica mais aguçado (Ismael Vieira/CMA/Divulgação)

#anápolis #notícias #política #câmaramunicipal #legislativo #anolegislativo #eleições2020 #vereadores

Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita dos responsáveis pelo Anápolis 360 graus. Editado por eLive Produções.

Estamos nas redes sociais

  • Facebook - círculo cinza
  • Twitter - círculo cinza
  • YouTube - círculo cinza
  • Instagram - Cinza Círculo