Coronavírus: autoridades massificam detalhes da quarentena em Anápolis para evitarem pânico


||| Ministros, governador Ronaldo Caiado e prefeito Roberto Naves, além da própria ALA 2, tem falado frequentemente com a imprensa, visando explicar isolamento para que não haja pânico na população anapolina

MARCOS VIEIRA

Ao argumentar de maneira equivocada que Anápolis recebeu vítimas do acidente com o césio-137 em 1987 e que, portanto, teria experiência em lidar com casos de isolamento, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, cometeu talvez o único deslize das autoridades até agora em relação ao repatriamento de brasileiros que estão na China.

Ao relembrar o acidente radioativo, o ministro deu margem para que façam uma comparação entre a tragédia ocorrida em Goiânia, a 50 km de Anápolis, e uma epidemia cujo epicentro fica na China, do outro lado do mundo.

São crises diferentes. O sentimento da população daquela época e de agora não é comparável.

É lógico que a escolha da ALA 2 (Base Aérea de Anápolis) para sediar a quarentena dos brasileiros que estão vindo de Wuhan desperta receio em parte da população. Mas não há um clima de desespero. O médico Marcelo Daher, infectologista bastante conhecido na cidade, foi claro ao dizer que o risco de disseminação do vírus por esses brasileiros é praticamente zero.

As fakes news são comuns, infelizmente, e gerar pânico parece ser o desejo de muita gente que frequenta as redes sociais. A única arma contra isso é a informação.

O prefeito de Anápolis, Roberto Naves (PP), percebeu que precisava entrar no circuito e fiz isso quando apenas cogitam Anápolis como sede do isolamento. Tanto é que quando a notícia surgiu, ele já chamou a imprensa para dizer que embora a decisão fosse federal, estaria a par de todo o processo.

Naves foi a Brasília e recebeu um agradecimento público do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela disposição de Anápolis em contribuir com o retorno dos brasileiros da China.

Nesta sexta-feira (7.fev), os ministros Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Fernando Azevedo e Silva (Defesa) se encontraram com a imprensa na ALA 2, para detalhamento da infraestrutura do local, assim como as instalações destinadas aos brasileiros que retornarão de Wuhan.

Dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) decolaram para buscar os brasileiros em Wuhan nesta quarta-feira (5.fev). A previsão é chegar à cidade chinesa nesta sexta-feira (7.fev). O retorno está previsto para sábado (8.fev).

Segundo o governo federal, durante o período de isolamento em Anápolis as pessoas precisarão passar por exames periódicos. Caso apresente sintomas, o atendimento e o tratamento serão realizados no Hospital das Forças Armadas, em Brasília.

O ministro Mandetta elogiou a ação de repatriação encabeçada pelo Ministério da Defesa e reforçou que as pessoas estarão em boas mãos, com todos os cuidados necessários para que, dentro de alguns dias, possam seguir suas vidas.

“Nós temos que acalmar as pessoas. O que mais atrapalha nesses momentos são as fake news. Elas trazem medo e desinformação. Todas as informações são 100% transparentes. São brasileiros e precisam do nosso apoio nesse momento”, ressaltou.

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante visita à ALA 2 para conhecer local da quarentena (Erika Braz/Ascom/MS)

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