Caiado diz que Anápolis será reconhecida em todo o País pela solidariedade


||| Governador também rebateu posição contrária do presidente da Fieg, Sandro Mabel, afirmando que tem pessoas que só enxergam cifrões e esses são “mercenários que não tem pátria, nem estado e nem cidadania”

MARCOS VIEIRA

O governador Ronaldo Caiado (DEM) disse neste sábado (8.fev), que Anápolis será reconhecida em todo o País ao final dos 18 dias da quarentena dos brasileiros repatriados da China, pelo gesto de grandeza e solidariedade ao receber os brasileiros na base aérea da cidade (ALA 2).

Caiado esteve em Anápolis durante a manhã para inauguração da nova sede da 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil, às margens da BR-153, no Daia.

“Daqui 18 dias, quando os 38 brasileiros saírem da Base Aérea, Anápolis e Goiás serão homenageados, como eu e o prefeito Roberto Naves já fomos no evento de 400 dias [do governo Jair Bolsonaro, em Brasília]. Deputados, senadores e lideranças do Brasil ovacionaram a posição do Estado de Goiás em ter tido essa grandeza e solidariedade. Vai ser emblemático, vai ser o momento de Goiás e Anápolis dizer que somos solidários e acolhedores”, discursou o governador.

Os brasileiros que estão vindo da região de Wuhan, epicentro da epidemia de coronavírus na China, chegam à ALA 2 na madrugada deste domingo (9.fev).

Caiado também voltou a fazer críticas ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, que em nota à imprensa disse que o governo goiano erra ao aceitar a quarentena em Anápolis, pois semelhante ao que ocorreu em 1987, com o acidente do césio-137, Goiás pode sofrer discriminação, “impactando no turismo, nos negócios, com queda na produção e comercialização de produtos”.

“Se Deus quiser vão sair todos de lá [ALA 2] sem nenhuma intercorrência. Isso vai ser emblemático para nossa cidade. Aqueles que acham que isso poderia ser um fato que discriminaria a cidade, será o contrário. Isso vai ser o elemento alavancador de Anápolis e Goiás. Uma cidade e um estado solidários com o cidadão. Os goianos são pessoas que enxergam o ser humano como irmão”, disse o governador.

Caiado falou que somente 0,1% de Goiás enxerga o cidadão como cifrão. “Só enxerga a pessoa se tiver lucro. Mas se a pessoa não for dar lucro para ele, não existe”, completou. Na sexta-feira (7.fev), ao responder a nota de Mabel pelo Twitter, o governador disse que o presidente da Fieg é “mercenário, canalha e desumano”.

O governo ressaltou ainda que não considera “esses mercenários” como goianos. “Mercenário não tem pátria, não tem estado e nem cidadania. Mercenário só pensa em dinheiro e nada mais. É a ganância cada vez maior. O ser humano para eles não passa de cifrão. E Goiás e Anápolis saem maiores e mais respeitados desse episódio”.

Para Caiado, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, é um profissional bastante respeitado, inclusive na Organização Mundial de Saúde (OMS), portanto propôs um isolamento dos brasileiros superior aos protocolos norte-americanos e europeus.

Governador Caiado, ministro Mandetta e prefeito Roberto na vistoria das dependências da ALA 2, em Anápolis

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