Vereadores se preparam para janela que libera troca de partido


||| A partir de 5 de março até 3 de abril, eles podem mudar de sigla sem correr o risco de perderem o mandato. Período define as chapas que disputam a eleição de outubro de 2020

MARCOS VIEIRA

A partir da próxima quinta-feira, dia 5 de março, começa a janela partidária, período em que a Justiça Eleitoral permite que vereadores troquem de siglas sem o risco de perder mandatos. A dança das cadeiras vai até 3 de abril.

Na Câmara Municipal de Anápolis tem muita especulação e poucos anúncios. Tudo é estratégia, já que nas disputas proporcionais, a escolha do partido certo é o primeiro passo para uma vitória nas urnas.

O PP do prefeito Roberto Naves caminha para ter uma bancada, com as filiações de Thaís Souza e Deusmar Japão, que já anunciaram que vão deixar o PSL, e do presidente da Câmara, Leandro Ribeiro, que já confirmou que não continua no PTB.

O vereador Américo, do PSDB, pode ser o quarto nome no PP, embora ele ainda não tenha batido o martelo. Há uma negociação em curso com o Avante, partido que já tem Delcimar Fortunato e Fred Caixeta, além dos ex-vereadores José Rosa e Jerry Cabeleireiro.

A tendência é que o PTB fique sem nenhum vereador em seus quadros. Além da saída de Leandro, também estariam acertados para não permanecer na antiga sigla do prefeito Roberto os vereadores Jean Carlos e João Feitosa. Jean pode ir para o DEM, que também pode ser o destino do ex-vereador Sargento Pereira Júnior, já que o Aliança pelo Brasil, ainda em formação, não participará da eleição deste ano.

Mas o PTB não deixa a base governista e sua chapa de vereadores deve ser construída a partir de auxiliares importantes do prefeito, como o presidente do Issa, Rodolfo Valentini, e do assessor especial Erivelson Borges, ex-secretário municipal de Cultura, 920 votos na eleição de 2016.

O que se pode presumir é que nenhum nome sairá do PT. A bancada é formada por Lisieux José Borges, Luiz Lacerda, Alfredo Landim e Professora Geli Sanches. O grupo deve ter o reforço da candidatura do ex-vereador Márcio Jacob, nome próximo ao deputado Antônio Gomide.

Outro que não cogita mudanças é o vereador Domingos Paula (PV). Pelo contrário, ele tem fortalecido a agremiação com novos filiados. O Partido Verde foi o que mais cresceu em quatro anos: 907%, de 146 para 1.471 filiados. Entrou para a agremiação o radialista Marcelo Santos, que teve 1.037 votos na eleição passada, o ex-vereador Eber Mamede e o advogado Leopoldo Garcia, 823 votos em 2016.

Teles Júnior e Luzimar Silva também não deixam o PMN. Ambos trabalham juntos para o fortalecimento da chapa de candidatos. A licença de Luzimar tem motivação pessoal, mas também cumpre o papel de incentivar os principais candidatos do PMN que não tem mandato. Assumirá cadeira na Câmara o primeiro suplente Sargento Anderson José, 1.170 votos em 2016, potencial cobiçado por vários partidos.

Pelas circunstâncias impostas pelo partido, que não quer ninguém com mandato na chapa de candidatos, os vereadores do Podemos Fernando Paiva e João da Luz terão que procurar outras siglas.

Mas Fernando, que foi eleito pelo PTN, agremiação que deu origem ao Podemos, tem dito que não tem motivos para migrar para outro partido. Caso endureça, sua filiação pode virar uma demanda na justiça.

O PSDB terá mudanças. Dos três vereadores, o que deve ir para uma sigla menor é Mauro Severiano. Já Pastor Elias havia acertado com o presidente estadual Jânio Darrot a permanência e fortalecimento do partido na cidade. Mas isso foi antes do próprio Darrot titubear em relação à liderança regional.

O PSC também não deve sofrer mudanças, embora os vereadores Lélio Alvarenga e Wederson Lopes só devam fechar questão após uma conversa definitiva com os dirigentes regionais. Até outro dia ambos careciam de uma aproximação, já que haviam apoiado nomes diferentes do PSC nas eleições de 2018. A sigla pode ter o reforço do ex-secretário municipal de Educação Alex Martins.

Jakson Charles, titular da cadeira hoje ocupada por Paulo de Lima (PDT), também não deixa o PSB. Ele é o comandante da sigla na cidade e trabalha diretamente na formação da chapa de candidatos. Aliás, Paulo de Lima deve usar a janela para se filiar ao PSB, que conta ainda com o ex-vereador José Chaveiro e Rodrigo Lemes, candidato em 2016 que teve 1.028 votos.

Em relação ao PDT, o outro nome na Câmara, Valdete Fernandes, também tem se mantido em silêncio em relação à janela partidária.

Embora tenha anunciado que não tentará a reeleição, Elinner Rosa poderia deixar o MDB, se caso o pensamento seja fortalecer o projeto de Eli Rosa, provavelmente de partida do Podemos.

Pedro Mariano fecha o grupo daqueles que articulam em silêncio. Eleito pelo PRP, hoje Patriota, é um nome forte em busca de um partido que lhe dê segurança.

#anápolis #eleições2020 #notícias #janelapartidária #trocadepartido #candidatos #câmaramunicipal #vereadores #política