Procon segue fiscalizando para conter aumentos abusivos de produtos essenciais


||| Órgão de defesa do consumidor de Anápolis tem visitado farmácias e outros estabelecimentos para constatar se luvas, máscaras e principalmente álcool gel estão sendo vendidos a preço acessível

MARCOS VIEIRA

Os preços inevitavelmente vão subir. Quando uma pessoa vai até o mercado e limpa uma prateleira de produtos, levando uma quantidade quatro vezes maior do que costuma consumir em 15 dias, acaba contribuindo para desequilibrar a cadeia toda.

Milhares comprando em excesso acabam com o estoque do mercado, que cobra a indústria, cuja produção talvez não seja suficiente para atender a sanha das pessoas em estocar e estocar diante da pandemia do coronavírus.

Grande procura e oferta reduzida elevam os preços.

Como se não bastasse, tem outra situação: comerciante que acha que pode cobrar um preço quatro vezes maior de produtos essenciais para essa época de covid-19.

Em Anápolis tem farmácia cobrando bem mais caro por luvas e máscaras, mas o preço do álcool gel surpreende. Segundo o Procon, um frasco de 400 ml que normalmente custa R$ 12 chega a ser encontrado por R$ 40.

O abuso por si só já é reprovável, mas surpreende ainda mais porque tem outro componente: a ganância diante do pavor das pessoas. Afinal, quem está assustado com tudo o que vem acontecendo tira de onde não tem para comprar o produto considerado eficaz para matar o vírus.

O Procon está nas ruas. O responsável pelo órgão, secretário Robson Torres, dá orientação básicas: água e sabão são tão eficientes quanto o álcool gel para limpar as mãos. Máscara é para profissional de saúde, gente doente ou aqueles que tenham contato com alguém doente.

Robson disse que são milhares de reclamações recebidas pelo órgão até agora. E os fiscais estão visitando os comércios. Na quarta-feira (18.mar), o responsável por uma farmácia na região central ameaçou os funcionários do Procon com uma arma de fogo, porque se achava no direito de colocar o preço que quisesse nos seus produtos.

O comerciante que eleva preços sem justa causa está sujeito à multa e outras sanções penais e cíveis. Qualquer mudança nos valores precisa ser justificada, por isso o Procon tem solicitado as notas fiscais de entrada das mercadorias, para saber se o aumento tem origem no fornecedor. Muitos alegam que precisam de prazo, pois a documentação está com o contador.

Robson Torres frisa que não é hora de pensar em lucros exorbitantes. O secretário responsável pelo Procon orienta os consumidores a exigirem a nota fiscal, pois ela é a prova verossímil e indiscutível do abuso praticado por um comerciante.

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