Prefeito Roberto reafirma importância do isolamento social e diz que se preciso irá fechar parques


||| Roberto Naves afirmou que Anápolis vive situação um pouco melhor que outras cidades porque começou a se preparar mais cedo para a pandemia, mas se pessoas não respeitarem as regras, haverá colapso no sistema de saúde

MARCOS VIEIRA

Em transmissão ao vivo (live) no Instagram e Facebook com duração de 57 minutos, no final da manhã deste sábado (4.abr), o prefeito de Anápolis, Roberto Naves (PP), disse que o sistema de saúde municipal vive uma situação melhor que outras localidades, porque a preparação de leitos e compra de insumos foram feitas mais cedo, mas se as pessoas não respeitarem o isolamento social haverá colapso.

Naves afirmou que não permitirá que se repitam cenas vistas nessa última semana, de parques lotados de pessoas, principalmente o Ipiranga, no Jundiaí. Segundo o prefeito, se as aglomerações nesses espaços continuarem, haverá o fechamento por parte do poder público.

Ele chamou a atenção para o fato de Brasília, que fica a 150 km de Anápolis, ser um dos principais epicentros de coronavírus do Brasil. “Hoje temos lá, para cada 100 mil habitantes, 13,2 pacientes. É um número grande, o dobro do terceiro estado no ranking, que é o Ceará”, explicou.

Roberto Naves revelou que há na sua mesa um estudo sobre a possibilidade de se isolar Anápolis dos demais municípios, para se evitar a sobrecarga gerada com pessoas contaminadas vindas de Brasília ou Goiânia.

O prefeito deixou claro que a preocupação é com o socorro àqueles que moram em Anápolis. Segundo ele, foi por isso que não se credenciou o centro de internação para coronavírus nas redes estadual e federal. Os leitos são 100% bancados pelo município, mas ao menos eles não entram na regulação geral, ficando desobrigados a receberem pacientes da Regional Pirineus, que abrange outros 11 municípios.

Naves disse ainda que sua gestão tem atuado em dois pilares desde o início da pandemia de coronavírus: cuidar das pessoas doentes e cuidar daquelas que perderam seus salários. Uma das ações imediatas deve ser um ZAP da área social. Com isso, o aplicativo de mensagens (Whatsapp) será usado para ajudar aqueles que precisam se cadastrar para receber a ajuda federal de R$ 600, ou mesmo uma doação de cesta básica.

Sobre o IPTU, o prefeito explicou que não vai prorrogar a data e voltou a pedir para aqueles que possuem condições agora, que paguem o tributo, já que os cofres públicos também vão precisar de dinheiro. Quem não tem condições de pagar, explicou Roberto Naves, uma solução será apresentada mais para frente.

Já quanto a uma segunda morte por coronavírus em Anápolis, Roberto Naves confirmou o óbito na noite desta sexta-feira (3.abr) de um homem de 69 anos que veio de Terezópolis, apresentando quadro de síndrome respiratória aguda grave, mas a comprovação por exame de covid-19 ainda não foi dada. Segundo ele, Anápolis tem 14 pacientes em leito de UTI nesse momento, com a mesma síndrome, fazendo uso de respiradores.

Diante da necessidade de profissionais da saúde, Naves afirmou que um novo processo seletivo será aberto. Já há baixas de servidores da pasta, que estão em quarentena por terem se infectado com coronavírus.

O prefeito também analisou o decreto do governador Ronaldo Caiado (DEM) que libera feiras livres. Ele disse ser favorável às medidas adotadas pelo governo estadual, e frisou que em Anápolis serão definidas regras para as feiras, como limite de pessoa por núcleo familiar, distanciamento entre os clientes e atendimento individual por banca.

Roberto Naves respondeu questionamento sobre as empresas do Daia, lembrando que indústrias essenciais, de medicamentos e alimentação, não vão parar para evitar o desabastecimento da sociedade, mas frisou a importância de cada empresário criar meios de proteger seus funcionários.

O prefeito também foi questionado sobre uma ajuda para a Urban, que anunciou nessa última semana que entrou em colapso, sem condições de funcionar. “Tive uma longa conversa com o secretário Fernando Cunha [CMTT]. Vamos atacar esse problema, visando dar viabilidade a tudo isso. Não só a Urban, mas a prefeitura precisa de ajuda financeira, os comerciantes também”.

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