Construção civil volta às atividades com novas medidas de segurança para o trabalhador


||| A partir de novo decreto assinado pelo governador, setor foi liberado para funcionar em Goiás, desde que cumpra protocolos de segurança para evitar a propagação da Covid-19

DA REDAÇÃO

Desde a última segunda-feira (20.abr), com a edição de um novo decreto estadual, a construção civil foi liberada em Goiás. Com isso, os canteiros de obras foram reativados, mas com adaptações para proteger trabalhadores do coronavírus.

O setor é fundamental para a recuperação da economia no período pós-pandemia. O governo federal, inclusive, promete um plano de retomada de obras paralisadas, devido ao potencial da cadeia produtiva da construção civil, com grande geração de empregos.

Com atividades paradas desde 19 de março, a MRV retornou às atividades nesta quarta-feira (22.abr). A construtora emprega 800 pessoas em nove obras em Goiás. Foi feito um plano de contingência visando a prevenção à Covid-19.

“Na entrada do trabalho, são feitas as aferições com termômetro infravermelho e uma série de perguntas para identificar os suspeitos de contaminação”, explica o diretor regional de obras da MRV, Raphael Paiva. “Se for identificado algum com sintomas, o colaborador é direcionado para a equipe de segurança do trabalho, onde vão avaliar se o caso deve ser levado diretamente para atendimento médico ou para dispensa do trabalho”, completa o diretor.

Os horários início e fim do expediente também foram escalonados para evitar aglomerações, assim como foram criados intervalos para realização das pequenas paradas ao longo do dia para descanso e lanche.“Criamos turnos de lanches, cafés e almoços de 20 a 30 minutos nos refeitórios para viabilizar o distanciamento de, no mínimo, 2 metros entre os colaboradores. Em um espaço onde cabiam 70 pessoas, hoje não reúne mais de 22 trabalhadores”, informa Raphael Paiva.

Segundo ele, a distância também será respeitada dentro do canteiro de obras entre os trabalhadores, que terão novos procedimentos para higienização constante das ferramentas compartilhadas. Dentro do canteiro de obras, os trabalhadores recebem um kit de higienização com luvas, álcool em gel e máscaras.

“Serão feitos DDS - Diálogo Diário de Segurança - todos os dias antes do início do trabalho, em ambiente aberto, para reforçar a importância da prevenção. Também foram distribuídos cartazes com informações e orientações sobre o combate ao coronavírus nos vestiários e distribuídos mais de 10 pontos de higienização em toda a obra”, explica Raphael.

Trabalhadores que integram os grupos de risco e que possuem cardiopatias, pneumopatias graves, insuficiência cardíaca, cardiopatia isquêmica, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, doenças imunodepressivas, renais crônicas e diabetes, além daqueles com mais de 60 anos, continuam afastados do trabalho. Pessoas gripadas, resfriadas ou com qualquer sintoma da doença também serão dispensadas. Durante o período em que o operário ficar em casa, a equipe de segurança do trabalho faz um acompanhamento remoto para saber a evolução do quadro de saúde do colaborador.

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