Marconi Perillo estará na campanha do PSDB em Anápolis?

Atualizado: 29 de Jul de 2020

Ex-governador vem de um 6º lugar em Anápolis na disputa para o Senado e acumula desgastes: dúvida é reflexo disso nas candidaturas tucanas



MARCOS VIEIRA


Qual o tempo para reduzir o desgaste na política? O PSDB de Anápolis vai poder responder essa questão na prática, na eleição deste ano.


Menos de dois anos depois de ter a principal estrela da sua história, o ex-governador Marconi Perillo, derrotado de forma inédita na cidade, um reduto eleitoral que lhe foi fiel por 20 anos, é hora de trazê-lo para a campanha?


O fato é que Marconi já vem fazendo parte da vida política anapolina, mesmo morando em São Paulo. Foi ele que deu a ordem para que o partido fosse entregue ao ex-prefeito João Gomes. Agora, está articulando uma chapa com o Republicanos, do deputado federal João Campos.


Caberá aos tucanos de Anápolis decidir a melhor estratégia: colocar o ex-governador nos santinhos e na fala dos seus candidatos ou deixá-lo nos bastidores?


Existe, lógico, os bônus de ter um político experiente aconselhando e buscando fortalecer o partido, mas isso implica que o PSDB terá que absorver os desgastes e, lógico, responder sobre eles em debates e entrevistas.


Para citar alguns, as obras inacabadas e que consumiram milhões (centro de convenções e aeroporto de cargas), a plataforma logística que nunca saiu do papel e o anel viário do Daia, que foi levado pela chuva.


A eleição municipal também é uma prova de fogo para Marconi e o desejo de voltar a disputar um mandato em 2022. Ele sabe que precisa reconstruir suas bases nas cidades – e isso só é efetivo quando os aliados possuem cargos.


A eleição de prefeitos e vereadores é algo fundamental para o embate que o tucano-chefe mantém com o governador Ronaldo Caiado (DEM). Ao final do pleito, a classe política vai aferir quem teve mais sucesso.


O certo é que uma possível aliança PSDB e Republicanos criará uma chapa majoritária repleta de referências. O pré-candidato a prefeito é um marconista convicto que virou petista e perdeu a reeleição em 2016 depois de virar o 1º turno na frente. De volta ao ninho tucano, conquistou poucos votos na tentativa de se eleger deputado estadual.


Já o cotado a vice é um brigadeiro da FAB, ex-comandante da ALA 2 que resolveu viver em Anápolis após passar para a reserva, algo raro, e que faz parte de um partido administrado por lideranças evangélicas.


Em uma campanha municipal, tudo isso entra na pauta.