Câmara volta sessões, que potencializam vitrine, mas facilitam críticas

Atualizado: 31 de Jul de 2020

Trabalho em plenário dá visibilidade para vereador, mas também o torna alvo dos adversários eleitorais por posicionamentos e votações



MARCOS VIEIRA


Na próxima segunda-feira (3.ago), a Câmara Municipal de Anápolis retoma as sessões ordinárias nesse que é o último semestre da atual legislatura.


Vitrine importante para um parlamentar, os encontros em plenário acontecem em meio à pandemia do coronavírus, que restringe o acesso das pessoas ao local das sessões, mas que por outro lado acaba potencializando a visibilidade das transmissões ao vivo via rádio e internet.


Há limites impostos pela legislação, não se pode utilizar a estrutura em proveito eleitoral, mas os trabalhos legislativos seguem normalmente, o que implica dizer que o vereador continua emitindo opiniões, apresentando e votando projetos de lei, concedendo entrevistas e atendendo a população.


Se por um lado essa visibilidade faz bem a quem busca a reeleição, implica também em alvo fácil para as centenas de pré-candidatos que vão concorrer a uma cadeira na Câmara.


De agora até o primeiro turno, em 15 de novembro, qualquer declaração de vereador será vigiada de perto por adversários, em um movimento importante e benéfico para a sociedade – o que faz com que a gente questione por que não se mantém vivo os quatro anos.


Não se espera uma reconfiguração das bancadas a partir do lançamento de candidaturas. O prefeito Roberto Naves (PP) segue com maioria folgada na Casa.


Além dos quatro vereadores do PT, que fazem oposição desde o início, apenas outras duas siglas com representatividade na Câmara possuem pré-candidatos a prefeito: o MDB da vereadora Elinner Rosa e o PSD, do vereador Pastor Elias.


Elinner nem será candidata à reeleição e em nenhum momento esboçou qualquer sinal de que passaria a votar contra o prefeito. Já Elias, apesar de estar na bancada governista, tem se mostrado independente em algumas pautas.


Projeto

Deve iniciar já na primeira sessão de agosto a tramitação de dois vetos do prefeito e alguns projetos de vereadores.


De mais significativo até agora tem o projeto do Executivo que pede autorização legislativa para concessão de auxílio financeiro à Fundação de Assistência Social de Anápolis (Fasa), mantenedora da Santa Casa de Misericórdia.


O projeto trata do repasse de R$ 650 mil à Fasa, pagos em até 12 parcelas. O prefeito Roberto Naves justifica a decisão com base no momento de emergência na saúde mundial, causado pela Covid-19, com intuito de “garantir o fornecimento do melhor e satisfatório atendimento público de saúde à população”.

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