Codego rompe contrato de permuta de área no Daia feito no governo anterior

Atualizado: 4 de Jun de 2020

Companhia faz distrato da negociação que envolvia uma nova sede para a Polícia Civil em Anápolis e a construção de um shopping



DA REDAÇÃO


A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) rompeu, nesta quarta-feira (3.jun), um contrato firmado no governo passado, de permuta de uma área no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), depois que veio à tona que um dos sócios da empresa que fez parte da negociação é filho de Carlinhos Cachoeira.


Ao mesmo tempo, a companhia fez críticas a um vídeo feito pelo deputado estadual Delegado Humberto Teófilo (PSL) para tratar do assunto. A Codego rechaça a informação dada pelo parlamentar, segundo ela falsa, de que o contrato foi firmado pela gestão atual, embora datas e outros elementos mostrem que toda a negociação foi feita no mandato passado, de Marconi Perillo e José Eliton (2015-2018).


A Codego explica que em 2017, os gestores da companhia fizeram um contrato com a empresa ETS para permuta de área no Daia. A autarquia cederia o terreno onde funcionava a 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil (3ª DRPC) para que a iniciativa privada construísse um shopping.


Nessa parceria, coube à ETS construir uma nova sede para a 3ª DRPC, às margens da BR-060. Ressalta-se que a Polícia Civil já ocupava o imóvel da Codego desde 2012, quando saiu de prédio no centro de Anápolis, totalmente inadequado para o trabalho do órgão.


No final de 2018, o prédio foi concluído. Em 2019, o delegado geral de Anápolis, Pedro Caires, entrou em contato com a Codego para que o cumprimento do contrato fosse efetivado, já que a Polícia Civil seguia necessitando de uma sede definitiva.


Como o prédio construído pela ETS ficou fechado por 13 meses, houve atos de vandalismo contra a propriedade que obrigaram a empresa a fazer reparos antes da inauguração, em fevereiro de 2020. A Codego e a Polícia Civil ressaltaram que sempre trataram do assunto com o empresário Israel Freitas, que também dizia ser integrante do grupo Marítimo, de Belo Horizonte (MG).


A Codego frisa que no atual mandato, essa foi a única tratativa: como a empresa entregou a sede da Delegacia Regional, a Codego repassou o terreno, cobrando o preço subsidiado ainda vigente no início deste ano. Mas segundo o governo, o que poderia ser visto como uma conquista da Polícia Civil, por meio do trabalho dos delegados regionais anteriores e do atual, foi motivo de críticas feitas em vídeo pelo deputado Humberto Teófilo.


Teófilo disse no seu vídeo que em 2018 entrou na sociedade da ETS um filho de Carlos Cachoeira. Mas a Codego frisa que ele nunca esteve no órgão, na gestão atual, para tratar do contrato. As conversas foram com Israel Freitas e com o delegado Pedro Caires. Tendo em vista a celeuma, a Codego fez o distrato, um documento que veda a construção do shopping.